segunda-feira, 6 de outubro de 2014

A última história

Ana Teresa Pereira publicou o seu primeiro livro em 1989.
O aparecimento desta escritora trouxe um estilo e uma temática originais na literatura policial e de mistério escrita em Portugal.
A última história é uma obra que se lê com facilidade. Histórias cruzadas de uma escritora, Patrícia,  que vive na dúvida se o assassínio que cometeu é uma criação de uma história sua, ou se ela e todas as personagens que concebe e a rodeiam  são a criação do homem que ela terá assassinado.

O leitor fica preso na trama e quando termina a leitura percebe que fica com a mesma resposta que Patrícia obteve.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Cinema - O Padre Brown Detective

Father Brown é um filme inglês de 1954, realizado por Robert Hamer, inspirado nas histárias escritas por Gilbert Keith Chesterton.
O papel do padre detetive foi interpretado pelo ator Alec Guiness, tendo a acompanhá-lo, nos  principais papéis, Joan Greenwood, Peter Finch, Cecil Parker e Bernard Lee.
Nos Estados Unidos o título adotado foi The Detective.

O filme estreou em Portugal em 10 de junho de 1955, com o título O Padre Brown Detective.

sábado, 23 de agosto de 2014

Perfeito como nos filmes

Este romance foi o vencedor do Prémio Caminho de Literatura Policial 1987. A dupla de autores constrói um texto agradável de ler, num ritmo que prende, dirigindo-nos sempre para o capítulo seguinte sem deixar a leitura suspensa.
O protagonista é um detetive privado, espécie que cria dificuldades na trama dos romances policiais que decorrem em Portugal, pois estes profissionais não podem investigar crimes. No entanto, os autores conseguem contornar com relativa facilidade esse óbice.
O estilo faz lembrar Chandler ou Hartley Howard, com o detetive duro, que vai apanhando alguma pancada e arranjando parceiras sexuais.

Não gosto da forma como o livro termina, não explicando bem a questão do contrabando, mas isso é uma questão de gosto pessoal que não tira qualquer predicado a este original romance policial português.´

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Harry Dickson

Harry Dickson é uma personagem que surgiu em revistas alemãs no início do século XX, narrando as aventuras de um detetive, também conhecido como o Sherlock Holmes americano.
Apesar da grande popularidade da série, a qualidade era baixa. Talvez por esse motivo Jean Ray, que traduziu alguns dos episódios de holandês para a língua francesa, decidiu escrever histórias originais, na década de 30 do século XX,  que devido à sua maior qualidade levaram a personagem a ser conhecida e traduzida em vários outros países.
A coleção Hary Dickson aqui referida surgiu em Portugal, sob chancela da Editorial Estampa, em 1976 e teve editados 30 volumes, com autoria de Jean Ray.
1. O canto do vampiro
2. O bando da aranha
3. Os espectros carrascos
4. Cric-Croc, o morto de casaca
5. A rua da cabeça perdida
6. A ressurreição da Górgona
7. A estranha chama verde
8. O caminho dos deuses
9. Os enigmas da casa Rules
10. O polvo negro
11. Os misteriosos estudos do doutor drum
12. As sete cadeirinhas
13. A casa das alucinações
14. Mataram o sr. Parkinson
15. O mistério dos sete louco
16. O leito do diabo
17. O fantasma do judeu errante
18. O vampiro dos olhos vermelhos
19. Os vingadores do diabo
20. A cabeça de dois soldos
21. A terrível noite no jardim zoológico
22. O jardim das fúrias
23. As fábricas de morte súbita
24. A pedra lunar
25. Os tenebrosos
26. O sábio invisível
27. X-4
28. A ilha do terror
29. O catálogo dos Foyle
30. O templo de ferro

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

O natal de Poirot

Um dos  casos em que Agatha Christie consegue surpreender, apresentando  para autor do crime alguém inesperado, ou pelo menos, de quem não se suspeitaria facilmente.
Do ponto de vista da construção é uma obra interessante, com  a autora a imiscuir-se em caminhos difíceis: o crime no quarto fechado, que como se sabe não é possível, tendo na verdade que se descobrir qual é a abertura do quarto que permitiu cometer o crime.
Pena, mais uma vez, as personagens parecerem falsas e pouco reais, representando estereótipos que não podem ser sujeitos reais.  

A vítima, por exemplo, tem características que a transformam num ser abjecto, sem sentimentos e cruel, como se a morte violenta fosse o único fim que se poderia esperar.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Cinema - O Mistério de Gorky Park

Três cadáveres desfigurados são encontrados em Gorky Park, no centro de Moscovo. O detetive Arkady Renko é encarregado da investigação, mas vê-se confrontado com a burocracia e a corrupção política soviética.

Este filme de 1983, realizado por  Michael Apted, teve nos principais papéis Lee Marvin, Joanna Pakula e William Hurt. Foi uma adaptação do livro Gorky Park, publicado em 1981, do escritor Martin Cruz Smith, o primeiro de uma série, que já vai no 8º volume, com o detetive russo Arakady Renko.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

O registo dos mortos

Dos vários livros que li de Patricia Cornwell este foi o único de que não gostei. Sendo uma autora de quem não se esperam grandes novações narrativas, com a temática dos seus livros a serem variações em torno do mesmo tema, desta vez fiquei surpreendido pela negativa.

Com uma trama pouco clara, o livro vai-se lendo na esperança que o final traga uma qualquer surpresa. No entanto, chega-se ao fim do livro sem se perceber bem como é que o livro acabou e porque acabou daquela forma, deixando várias pontas soltas que não deslindam a totalidade do caso. Mesmo estando perante uma série, é normal que cada livro encerre de forma perfeita os casos, o que não se passa com este livro, que deixa em aberto um conjunto de aspetos, incluindo quem é o verdadeiro criminoso.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Circulo Negro

A coleção Circulo Negro foi uma edição da Livraria Bertrand iniciada em 1972, tendo saído 33 volumes. Intriga macabra, o último volume, da autoria de Harry Whittington saiu em 1975.
Fica aqui alista dos primeiros cinco volumes da coleção
1 – O traidor, de Richard Stark
2- Loura, Bela e Rica, de W. T. Ballard
3 – A testemunha. De Day Keene
4- O senhor da cidade, de Edward S. Aarons
5 – Ameaça do passado, de Richard Himmel


Imagem da capa do número 21

domingo, 22 de junho de 2014

Concerto a quatro mãos

Este meu livro estava escrito desde 2000 mas apenas agora saltou da “gaveta”.


Sinopse
Rita, uma promissora violinista, desaparece quando se prepara para viajar para o Algarve, onde iria atuar como solista num concerto.
A narração do desaparecimento de Rita é feita a duas vozes. Existe a história contada pela mão assassina, que prevê o seu ato, que expõe o crime, tudo fazendo para ocultá-lo e não ser incriminada. Intercalada com este relato, surge a narração nas palavras que descrevem o sentimento da perda da Rita, o sofrimento causado pelo seu desaparecimento e a necessidade de perceber o que aconteceu.
As duas narrativas alternam até ao desenlace. Um duelo entre a procura da verdade e a tentativa desesperada de esconder provas; entre a busca da explicação para o crime e a autojustificação desse mesmo crime.
Poderão estas duas vidas cruzar-se, quando uma delas se perde em zonas escuras que a mantêm na ignorância de alguns factos? Quando a outra não consegue descortinar nada no branco da tela que lhe oculta momentos passados? Poderia esse encontro permitir que a verdade fosse realmente descoberta?

O livro pode ser encontrado aqui ou aqui.


sábado, 21 de junho de 2014

G. K. Chesterton


 Gilbert Keith Chesterton, (1874-1936), nasceu em Inglaterra, e foi um dos nomes mais importantes da literatura policial dos primeiros anos do século XX, influenciando muitos outros autores. Criou a personagem do Padre Brown.
Trata-se de um padre católico que resolve casos mais pela análise das características psicológicas dos intervenientes do que por uma dedução a partir de pistas que o criminoso vai deixando.
Chesterton mais do que criar histórias em que se pretende entregar os criminosos à justiça, destrói as falsas aparências com que determinados factos e várias personalidades podem ser interpretados, sendo um inovador na literatura policial.