quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Noite de angústia

Este livro faz parte de uma aquisição feita há algum tempo, de vários exemplares da coleção Xis, que foi um sucesso editorial nos anos 50 e 60 do século passado. É o número 96, publicado em 1960, com uma novela e um conto mais curto, de um dos escritores mais divulgados naquela coleção.
William Irish é um dos grandes autores policiais da primeira metade do século XX, criando situações de grande suspense e originalidade.
A originalidade não falta neste Noite de angústia, publicado originalmente na Detective Fiction Weekly, em junho de 1938, podendo ser até questionável a exequibilidade do processo utilizado para cometer os crimes.
O título original é The room with something wrong, remetendo imediatamente para o cerne da história. Um quarto de hotel onde acontece uma série de mortes que a polícia classifica como suicídios, mas que o detetive do hotel considera terem sido crimes. Mesmo quando apresenta provas do homicídio à polícia, esta não as considera válidas.
Será contra todos, polícia e proprietário do hotel, que Striker, assim se chamava o detetive, pondo em risco a sua vida, decide provar que existe crime e descobrir quem é o criminoso.

Este livro é composto por um outro conto, Madrugada trágica, que narra os últimos momentos de um condenado à guilhotina em França, e da tentativa feita pela namorada para que o carrasco não consiga executar a sentença, tendo um final surpreendente.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Recomeço

Depois de uma pausa de quase três anos, este blogue irá reiniciar brevemente a sua atividade, embora num ritmo mais lento do que na sua primeira fase.
Os livros recentes ou mais antigos, lidos há muito ou há pouco tempo, passarão por este espaço, assim como outros aspetos relacionados com a literatura policial.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Agatha Christie e os supermercados

Na obra O Espelho Quebrado, Agatha Christie faz a descrição de uma inovação  na aldeia onde mora Miss Marple: o supermercado.
Com se pode ver pela descrição, quase 50 anos depois, as alterações são poucas, podendo ser aplicadas ao que sucede nos hipermercados dos dias de hoje.
e uma pessoa tem de agarrar num cesto e andar ela própria de uma lado para o outro à procura das coisas – às vezes chega-se a perderem quarto de hora para encontrar tudo – acabando por adquiri-las em embalagens inconvenientes: ou demasiado grandes ou demasiado pequenas. E à saída uma bicha enorme para pagar

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Entre o silêncio e uma morte mais profunda

Wexford está doente e, por conselho do médico, vai passar uns tempos a Londres, em casa do seu sobrinho, oficial da polícia na capital inglesa.
Um crime estranho faz com que Wexford queira interromper o seu repouso forçado, ajudando o sobrinho na resolução do caso.
Depois de um fracasso inicial, acaba por ser Wexford que resolve o caso, contribuindo com esta sua actividade para a recuperação dos problemas de saúde.
Um caso diferente de Wexford, em que sem os meios de que normalmente dispõe, consegue achar o caminho da resolução do caso.
Mais um livro onde Ruth Rendell analisa com mestria os sentimentos e comportamentos do ser humano.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Morte entre as ruínas

Morte entre as Ruínas leva-nos a um crime cometido na cidade arqueológica de Petra.
Percebe-se que Agatha Christie conhece os locais onde a acção decorre pois consegue transmitir perfeitamente todas as emoções que o local transmite e insere os elementos naturais no desenrolar da história de um modo, que parece que só naquele local aquele crime poderia ter ocorrido.
Trata-se de um daqueles romances de Agatha em que todos os pormenores que levam à descoberta do criminoso estão lá, e o leitor atento, com facilidade, no último quarto do livro sabe quem cometeu o crime e até percebe o motivo.
Como em muitas obras da escritora as personagens são um pouco irreais. Falta algo de humano às pessoas que marcham defronte nos olhos. Ninguém é tão mau assim , ninguém é tão bom nem ninguem é tão ingénuo .


segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

O regresso de Trent

Quando em 1913 E. C. Bentley publicou O último caso de Trent, que na verdade foi o primeiro, a obra foi considerada uma pedrada no charco da literatura policial, renovando e qualificando este estilo literário.
Foi necessário esperar até 1936 para que surgisse mais um livro deste autor, Trent's Own Case, O regresso de Trent, desta vez escrito em parceria com H. Warner Allen, que faz participar a sua personagem William Clerihew num dos capítulos do romance.
Havendo um mistério central, vão surgindo vários mistérios ao longo do livro, que duram um ou dois capítulos.

Parece-se estar perante um crime perfeito, não havendo qualquer prova para incriminar o assassino, e é necessário um ardil para o levar a confessar.
Um livro, datado pelo tempo, mas interessante de ler.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Como Agatha Christie vê outros autores

Em The Clocks, Poirot e os 4 relógios, Agatha Christie coloca na boca de Poirot algumas observações sobre outros autores de literatura policial
O caso Leavenworth, de Anna Katherine Green publicado em Portugal como O caso da 5ª avenida.
“ Uma pessoa saboreia a sua atmosfera coeva, o seu melodrama estudado e deliberado, s deliciosas e exuberantes descrições da beleza dourada de Eleanor e da beleza prateada de Mary”

Sobre As aventuras de Arsene Lupin “ Quanta fantasia, quanta irrealidade e, contudo, quanto vigor, quanta vitalidade, quanta vida!”

O Mistério do quarto amarelo de Gaston Leroux
“ Este é um verdadeiro clássico!(…) Tão lógico! Lembro-me de algumas críticas o acusarem de desleal, mas não é desleal, meu caro Colin. Não, não! Quase, talvez, mas quase, apenas. Tem a sua diferença. Há verdade em todo ele, uma verdade porventura oculta pela cuidadosa e inteligente escolha das palavras… (…) Uma verdadeira obra-prima”

Sobre a generalidade dos autores americanos
“ Mas a quantidade de uísque e bourbon consumida em todas as páginas pelo detective de um policial americano, não me interessa nada. O facto de ele beber um litro ou meio litro não me parece afectar de modo nenhum a acção da história”

Sobre Conan Doyle e Sherlock Holmes
“ Estas histórias de Sherlock Holmes são muito artificiais, estão cheias de sofismas e são muito forçadas. Mas a arte de escrever….ah, isso é absolutamente diferente! O prazer da linguagem, a criação, sobretudo da magnífica personagem que é o Dr. Watson… Ah, isso foi, deveras , um triunfo”

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Raymond Chandler contos policiais

Nos anos de 1986 e 1987 as Edições Afrontamento publicaram em 5 volumes, contos policiais de Raymond Chandler sob o título, Raymond Chandler: contos policiais.
Num total de 5 volumes foram publicados 20 contos e o ensaio “ O assassínio é uma arte simples”
Nestes contos pode-se ver como Chandler foi “inventando” a personagem Philip Marlowe, e de onde nasceram os enredos de algumas das suas mais famosas obras.
De salientar uma interessante introdução, logo no primeiro volume da autoria de Philip Durham,
Aqui fica lista dos contos publicados:
Volume 1:
O assassino à chuva
O homem que gostava de cães
Quando cai o pano
Procure a rapariga

Volumne2
O Jade do mandarim
A dama do lago
Bay City Blues
Não há crime nas montanhas

Volume 3
O perigo é a minha profissão
Vento vermelho
Eu espero
Os peixinhos dourados
Tiros no Cyrano’s

Volume 4
As pérolas s ão um estorvo
Testemunha material
O rei amarelo
O assassínio é uma arte simples

Volume 5
Um crime esperto demais
A entrega é na Noon Street
Gás Nevada
Sangue espanhol

sábado, 12 de junho de 2010

Tecumseh Fox

Tecumseh Fox faz lembrar a personagem Drury Lane de Barnaby Ross, pela forma com vive, afastado da confusão citadina.
Fox vive numa quinta a que chama Zoológico, onde tem como empregados antigos marginais que ele recuperou.
O criador desta personagem foi Rex Stout, que a fez surgir em três livros.
Dueto de morte
O detective imperfeito
O vaso quebrado,
Publicados respectivamente em 1939, 1940 e 1941.
Surgem nestes livros referências a outras personagens de Stout: Doll Bonner e o tenente Rowcliff.

Rex Stout

terça-feira, 8 de junho de 2010

Colecção Policial

A Editorial Notícias, pertencente à Empresa Nacional de Publicidade, tentou fazer renascer a partir de 1963 a Colecção Policial, a que atribuiu a designação de 2ª série.
Nos 10 primeiros volumes publicou:
1 – O mistério do florete italiano, de Ellery Queen
2 – Espero-te no inferno, de James A. Brussel
3 – Seguro de morte, de Hugo Monteilhet
4 - O Caso do Vitríolo, de John Creasey
5 – Diário de uma mulher abatida , de Hugo Monteilhet
7 - O Fantasma de Loch Green, de L. Atly
8 – Mania da perseguição, de Louis C. Thomas
9 - Armadilha para Gata Borralheira, de Sébastien Japrisot
10 - Um Puzzle para o Inspector West, de John Creasey