domingo, 20 de setembro de 2009

O mistério do chapéu romano

É o primeiro livro da série Ellery Queen escrito pela dupla que sob pseudónimo também assinava como Ellery Queen.
Tirando o facto de ser a primeira obra onde surge a personagem, arrastando desta forma uma pesada carga histórica, o livro nada tem de interessante.
A história é fraca, as personagens não têm vida própria, estão ali apenas a cumprir o papel necessário à descrição do crime, o enredo é pouco verosímil, a forma como foi cometido o crime ainda o é menos e existem demasiadas coincidências que apenas têm como objectivo esconder o assassino.
Trata-se de um crime cometido na plateia de um teatro durante um espectáculo. Apesar da sala estar cheia ninguém viu o assassino.
Desde o início que os Queen acham que a resolução do mistério está no facto de o chapéu da vítima ter desaparecido, e é a busca da explicação para esse desaparecimento que os leva ao criminoso.
Neste livro a principal personagem acaba por ser Richard Queen, o pai de Ellery. Embora no final atribua a descoberta da verdade ao filho, a verdade é que toda a investigação é dirigida por ele e a explicação do sucedido também é ele quem a faz.
Na introdução ao livro o narrador refere que à época Ellery já vive em Itália, casado e com um filho, o que obviamente irá entrar em contradição com os futuros casos que resolve, numa época posterior e ainda a viver nos Estados Unidos.
São visíveis neste livro alguns estereótipos racistas, de superioridade dos brancos, em que o caso da atitude dos Queen perante Djuna é o mais evidente, mas não só, como se poderá verificar no final da história.
A dupla Ellery Queen viria a escrever livros de muito maior qualidade.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Arséne Lupin

Arséne Lupin nasceu da imaginação criativa de Maurice Leblanc, quando um editor pediu ao escritor um conto de aventuras em 1906. A partir dessa data foram vários os textos em que a personagem fez a aparição, tal foi o sucesso junto do público, em conto, romance e teatro.
O nome original era Arséne Lopin, mas um cidadão com o mesmo nome não gostou, reclamou, e o nome do “ladrão de casaca” foi alterado.
A personagem foi evoluindo com o tempo. Começou como um gatuno cavalheiresco, mas lentamente foi evoluindo para castigador dos próprios criminosos, embora continuasse à margem da lei e a sua actuação não fosse desejada pela polícia. Acaba por terminar a carreira do lado da lei e da ordem.
Arséne Lupin usou muitos pseudónimos nas suas histórias, alguns deles anagramas do seu nome: Luis Perenna e Paul Sernine.
Quando Leblanc quis publicar Arsene Lupin contra Sherlock Holmes, Conan Doyle não autorizou e Leblanc contornou a situação mudando o nome das personagens do autor inglês. O livro passou a chamar-se Arsene Lupin contra Herlock Sholmes, passando o Dr. Watson a Dr. Wilson.

sábado, 12 de setembro de 2009

S. S. Van Dine

S.S. Van Dine é o pseudónimo do escritor e crítico Willard Huntington Wright nascido em 1888 e falecido em 1939. Era um amador de arte e música, tal como a personagem de detective amador que criou: Philo Vance.
Em 1907 tornou-se crítico literário no Times de Los Angeles, ocupando igual cargo no Town Topics entre 1910 e 1914. Até 1923 continuou a escrever crítica literária, livros sobre arte e música e ainda um romance em 1916.
Devido ao seu estado de saúde, entre 1923 e 1926 foi obrigado a descansar. Nesse período reuniu uma biblioteca de cerca de 2000 livros de criminologia e literatura policial. Achando que a literatura policial nos Estados Unidos era desinteressante e sem qualidade decidiu escrever para um público mais exigente e assim nasceu O caso Benson. O sucesso da sua obra levou-o a escrever 12 livros da série Philo Vance, contrariando a sua teoria que nenhum escritor tinha mais do que meia dúzia de boas ideias para escrever bons livros policiais. A sua teoria tem confirmação na sua obra, com os diferentes livros a possuírem uma qualidade bastante desigual.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Alibi (série especial)

Uma edição de qualidade para obras do mesmo quilate.



Lista dos volumes publicados ( clicar em cima para ampliar)

Das Edições 70, a colecção Álibi – Série Especial, com o subtítulo Os Clássicos do Policial, terá durado pelo menos até ao número 35, publicando-se entre o final da décad de oitenta e o início da de noventa.

Capa de Arcângela Marques para o vlome n.º 11, Laura

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Alibi

A colecção Alibi, em formato de bolso, foi da responsabilidade das Edições 70, tendo-se iniciado em 1983.
Terminou no número 18, tendo-se seguido uma série especial com mais de 30 números.
A colecção começou com um livro de Ellery Queen, Sherlock Holmes contra Jack o estripador, a que se seguiu um clássico do policial francês: Rififi, Du Rififi Chez les hommes, no original, de Auguste le Breton.
Seguiram-se Assassino e Bordo? de Eric Ambler e Não mandem orquídeas a miss Blandish de James Hadley Chase.

Capa da autoria de ZePaulo para o 2º volume,Rififi

domingo, 30 de agosto de 2009

Cinema - Morte no Nilo

Morte no Nilo é um dos livros de Agatha Christie influenciado pelas viagens que a autora fez com o marido, o arqueólogo Max Mallowan.
O filme, baseado na obra com o mesmo nome, (Death on the Nile), foi realizado por John Guillermin em 1978 e estava recheado de actores e actrizes muito famosos: Peter Ustinov (no papel de Hercule Poirot), Jane Birkin, Mia Farrow, Bette Davis, David Niven, a par com outros menos conhecidos.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

O caso do bispo gago

Publicado em 1936, é o nono caso que Erle Stanley Gardner escreveu para a série Perry Mason.
Tudo começa quando um bispo anglicano contacta Perry Mason. Mas o bispo é gago, o que não se coaduna com a necessidade que ele tem de ser um bom orador. Por que é que o bispo é gago? Ou será um falso bispo?
Neste livro o estilo de Gardner, com os vibrantes interrogatórios das testemunhas em tribunal, não se encontra ainda visível.
Embora já exista um confronto com o Promotor Público, com a ameaça de prisão do advogado, a parte importante do caso decorre fora da sala de audiência. É apenas o prenúncio dos embates entre Mason e Hamilton Burger.Também ainda não surgem algumas das personagens que virão a ter presença assídua : o tenente Tragg e o sargento Halcomb.
Não é um dos melhores livros de Erle Stanley Gardner, mas é suficientemente interessante para que se faça a sua leitura, não obstante o caso ter sido resolvido por pura adivinhação de Perry Mason e o enredo estar cheio de coincidências.

sábado, 22 de agosto de 2009

Nicholas Blake

Nicholas Blake é o pseudónimo do escritor Cecil Day-Lewis, (1904-1972), nascido na Irlanda.
Em 1935 escreveu a sua primeira obra do género policial, A Question of Proof, onde criou o detective amador Nigel Strangeways. O livro teve um enorme sucesso.
É o autor de uma dos mais interessantes e mais originais romances policiais de sempre , The Beast Must Die, ( A fera tem de morrer, em português),escrito em 1938.
As suas obras além do enredo policial, têm a distinção literária de alguém que dominava muito bem a arte da escrita, a que se acrescenta a sua sensibilidade de grande poeta.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Dashiell Hammett

Dashiell Hammett (1894- 1961) foi um escritor americano. Não se pode falar da evolução da literatura policial sem referir este autor. É um dos criadores de uma nova abordagem deste estilo literário, deixando o crime socialmente asséptico com o detective genial que tudo resolve, e criando o género que ficou conhecido como “'hard-boiled”.
Agente da Continental e Sam Spade foram as suas criações que ficaram para a história.
Vários do seus livros tiveram adaptações teatrais e cinematográficas, sendo algumas hoje consideradas clássicos do cinema.
Ao realismo das suas histórias não será alheio o seu trabalho na famosa agencia de detectives Pinkerton, que lhe permitiu colher elementos e viver de forma concreta o submundo do crime.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

O Fio da Navalha

O fio da navalha, da Editorial Presença, é uma das colecções ainda em publicação, ultrapassando já a centena de volumes editados, e que teve início em 1998.
Publicando essencialmente autores da actualidade, também faz pontualmente, nos últimos tempos, a edição de alguns clássicos, como por exemplo, Raymond Chandler.
Os primeiros 10 livros que saíram na colecção foram:
1 – Post-Mortem, de Patrícia D. Cornwell
2 – A máscara de desonra de Minette Walters
3 – Corpo de delito de Patrícia D. Cornwell
4 – Morte no La fenice de Donna Leon
5 – Tudo o que resta de Patricia D. Cornwell
6 – O sacrifício da borboleta de Andrea H. Japp
7 – A câmara escura de Minette Walters
8 – Cruel e invulgar de patrícia D. Cormwell
9 – Confissões de uma farmacêutica de Ingrid Noll
10 – Morte numa terra estranha de Donna Leon

Capa da autoria de Fernando Felgueiras para o n.º 1 da colecção