terça-feira, 18 de agosto de 2009

Dashiell Hammett

Dashiell Hammett (1894- 1961) foi um escritor americano. Não se pode falar da evolução da literatura policial sem referir este autor. É um dos criadores de uma nova abordagem deste estilo literário, deixando o crime socialmente asséptico com o detective genial que tudo resolve, e criando o género que ficou conhecido como “'hard-boiled”.
Agente da Continental e Sam Spade foram as suas criações que ficaram para a história.
Vários do seus livros tiveram adaptações teatrais e cinematográficas, sendo algumas hoje consideradas clássicos do cinema.
Ao realismo das suas histórias não será alheio o seu trabalho na famosa agencia de detectives Pinkerton, que lhe permitiu colher elementos e viver de forma concreta o submundo do crime.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

O Fio da Navalha

O fio da navalha, da Editorial Presença, é uma das colecções ainda em publicação, ultrapassando já a centena de volumes editados, e que teve início em 1998.
Publicando essencialmente autores da actualidade, também faz pontualmente, nos últimos tempos, a edição de alguns clássicos, como por exemplo, Raymond Chandler.
Os primeiros 10 livros que saíram na colecção foram:
1 – Post-Mortem, de Patrícia D. Cornwell
2 – A máscara de desonra de Minette Walters
3 – Corpo de delito de Patrícia D. Cornwell
4 – Morte no La fenice de Donna Leon
5 – Tudo o que resta de Patricia D. Cornwell
6 – O sacrifício da borboleta de Andrea H. Japp
7 – A câmara escura de Minette Walters
8 – Cruel e invulgar de patrícia D. Cormwell
9 – Confissões de uma farmacêutica de Ingrid Noll
10 – Morte numa terra estranha de Donna Leon

Capa da autoria de Fernando Felgueiras para o n.º 1 da colecção

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

O homem do fato castanho

Anne Beddingfeld é uma jovem que após a morte do pai fica quase sem recursos económicos. Enquanto não arranja emprego assiste a um estranho episódio que lhe irá mudar toda a vida.
Resolve partir para a África, utilizando todas as suas economias, para resolver o enigma.
É uma história mais no âmbito da aventura do que da investigação policial. O crime acaba por estar apenas remotamente associado ao desenrolar da acção, com o cenário a passar por Inglaterra, por um navio, pela África do Sul e pela Rodésia.
Agatha Christie domina melhor a construção do policial puro. Neste livro de 1924, cuja trama faz lembrar os livros de Edgar Wallace, Agatha Christie parece por vezes um pouco perdida. Nota-se ainda a falta de experiência da escritora que acabaria por se tornar mestre nesta arte de escrever histórias policiais.
A personagem principal era interessante, usando o humor com mestria, mas a autora resolveu apaixoná-la, num verdadeiro amor à primeira vista, acabando com a carreira da promissora detective.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Colecção Corvo

A colecção policial Corvo surgiu corria o ano de 1956.
Em formato de bolso, apresentou uma diversidade de autores interessantes. De acordo com o catálogo da Biblioteca Nacional terão sido publicados 37 volumes, até 1961 ou 1962.
Era editada pelas Edições Surpresa sedeada em Vila do Conde.
Os primeiro cinco volumes editados foram:
O sinal da sombra de Maurice Leblanc
Histórias proibidas de Jacques Futrelle
Alta traição de Phillips Oppenheim
Relíquia Sangrenta de Sax Rohmer
Os fortes também morrem de Rex Stout


Volume nº 25 Homens da noite de E. C. Blake

domingo, 2 de agosto de 2009

Cinema - A relíquia macabra

É um dos clássicos do “ filme negro” americano.
Adaptado da obra de Dashiell Hammett, The Maltese Falcon, foi realizado por John Huston em 1941, tendo sido designado em português como A relíquia macabra.
Com Humphrey Bogart no pele do detective Sam Spade, contou ainda com a interpretação de Mary Astor, Gladys George e Peter Lorre. Um filme que nunca perde o seu encanto.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Um crime capital

Um crime capital decorre durante a Porto 2001, Capital Europeia da Cultura.
Inicia-se com um duplo crime em Serralves, que Jaime Ramos vai investigar. Mas não é um simples crime, é também uma viagem ao passado de Ramos.
Filipe Castanheira também surge mais uma vez nesta série, embora continue nos Açores. Mas é a ele que Jaime Ramos recorre nos momentos pessoais mais difíceis.
Este livro foi publicado inicialmente em folhetim no Jornal de Notícias, pelo que o ritmo narrativo está adequado a este formato.
Os diálogos entre Jaime Ramos e Mandrake, um advogado brasileiro, são pedaços de literatura imperdíveis.
A história é interessante e verosímil, os personagens têm vida, não se imitando a ocupar o seu lugar de vítimas, suspeitos ou testemunhas do crime, e o bom humor trespassa todo o texto. Fica apenas a sensação que o inspector Jaime Ramos nem sempre deduz mas que por vezes adivinha. Um livro que vale a pena ler

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Maurice Leblanc

Maurice Leblanc nasceu em Rouen, França, em 11 de Novembro de 1864. Possuidor de uma imaginação viva, desde cedo manifestou intenção de se dedicar à escrita.
Apesar dessa sua vontade, teve que trabalhar numa fábrica do seu pai, até que conseguiu finalmente ir para Paris, onde começou por trabalhar como jornalista.
Foi em 1905 que criou a personagem de Arséne Lupin, num pequeno conto para o magazine “Je sais tout”. O sucesso foi tão grande, que o editor lhe pediu mais contos.
Até 1935 muitos contos, romances e peças de teatro se seguiram.
Durante a ocupação alemã da França na I Guerra Mundial a obra de Leblanc esteve proibida, pois a obra “L’eclat d’obus” publicada durante a guerra 1914-18 desagradara aos alemães. Morreu em 6 de Novembro de 1941.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Olho de Lince

No início da década de sessenta, ( 1962 ou 1963) a Portugália Editora lançou a colecção Olho de Lince dirigida por Mário Henrique Leiria.
A colecção durou 14 números.
1 – A morte de um cão de André Piljean
2 – … e o diabo os juntou de Maurice Procter
3 – Os mercenários de Donald E. Westlake
4 – O túmulo do pianista de Sérgio Donati
5 – Alibi para um juiz de Henry Cecil
6 – Rififi de Auguste Le Breton
7 – A emboscada de Maurice Procter
9 – Chantagem e selos raros de Emmett McDowell
10 – Sinfonia Incompleta de Raymond Carré
11 – Tempo de Massacre de Franco Enna
12 – Pesadelo de Malcolm Gair
13 – Um Longo e Duro Olhar de Malcolm Gair
14 – Dinheiro do Diabo de Maurice Procter

A emboscada, capa de João da Câmara Leme

quinta-feira, 16 de julho de 2009

O crime também diverte

Jake e Helen Justus, juntamente com o advogado Malone, estão em Nova Iorque, e é nesta cidade que este caso se desenrolará, longe da habitual Chicago.
Um crime estranho, sem explicação e sem que se veja o motivo para ter ocorrido, irá levar estas três personagens a tentarem resolver o caso, cada uma por sua conta, sem que informem os parceiros dos seus actos.
Além deste grupo, ainda existe a polícia, também pretendendo resolver o crime e livrando os elementos do trio de alguns apuros.
Um livro recheado de bom humor, onde Craig Rice desenvolve o seu estilo, que tanto sucesso teve na época em que viveu.

domingo, 12 de julho de 2009

Frank Gruber

Frank Gruber (1904 -1969) foi um escritor norte-americano nascido numa localidade do estado do Minesotta. Aos 16 anos fugiu de casa e alistou-se no exército durante um ano.
Em 1934 foi viver para Nova Iorque.
O seu primeiro romance policial, O enigma do quarto fechado, surgiu em 1940, criando a dupla de personagens Johnny Fletcher e Sam Cragg, protagonista de mais 13 romances.
Além destas duas personagens, criou ainda uma outra dupla: Simon Lash e Eddie Slocum.
Otis beagle e Joe Peel constituem a terceira dupla saída da imaginação deste romancista.
Foi também um prolífico escritor de contos. Para este género literário criou uma outra personagem : Oliver Quade, a enciclopédia humana.
Frank Gruber tem uma escrita simples, faz um uso excelente dos diálogos e as suas obras estão repletas de situações humorísticas, mostrando ainda um profundo conhecimento da história do Oeste Americano.