segunda-feira, 10 de agosto de 2009

O homem do fato castanho

Anne Beddingfeld é uma jovem que após a morte do pai fica quase sem recursos económicos. Enquanto não arranja emprego assiste a um estranho episódio que lhe irá mudar toda a vida.
Resolve partir para a África, utilizando todas as suas economias, para resolver o enigma.
É uma história mais no âmbito da aventura do que da investigação policial. O crime acaba por estar apenas remotamente associado ao desenrolar da acção, com o cenário a passar por Inglaterra, por um navio, pela África do Sul e pela Rodésia.
Agatha Christie domina melhor a construção do policial puro. Neste livro de 1924, cuja trama faz lembrar os livros de Edgar Wallace, Agatha Christie parece por vezes um pouco perdida. Nota-se ainda a falta de experiência da escritora que acabaria por se tornar mestre nesta arte de escrever histórias policiais.
A personagem principal era interessante, usando o humor com mestria, mas a autora resolveu apaixoná-la, num verdadeiro amor à primeira vista, acabando com a carreira da promissora detective.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Colecção Corvo

A colecção policial Corvo surgiu corria o ano de 1956.
Em formato de bolso, apresentou uma diversidade de autores interessantes. De acordo com o catálogo da Biblioteca Nacional terão sido publicados 37 volumes, até 1961 ou 1962.
Era editada pelas Edições Surpresa sedeada em Vila do Conde.
Os primeiro cinco volumes editados foram:
O sinal da sombra de Maurice Leblanc
Histórias proibidas de Jacques Futrelle
Alta traição de Phillips Oppenheim
Relíquia Sangrenta de Sax Rohmer
Os fortes também morrem de Rex Stout


Volume nº 25 Homens da noite de E. C. Blake

domingo, 2 de agosto de 2009

Cinema - A relíquia macabra

É um dos clássicos do “ filme negro” americano.
Adaptado da obra de Dashiell Hammett, The Maltese Falcon, foi realizado por John Huston em 1941, tendo sido designado em português como A relíquia macabra.
Com Humphrey Bogart no pele do detective Sam Spade, contou ainda com a interpretação de Mary Astor, Gladys George e Peter Lorre. Um filme que nunca perde o seu encanto.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Um crime capital

Um crime capital decorre durante a Porto 2001, Capital Europeia da Cultura.
Inicia-se com um duplo crime em Serralves, que Jaime Ramos vai investigar. Mas não é um simples crime, é também uma viagem ao passado de Ramos.
Filipe Castanheira também surge mais uma vez nesta série, embora continue nos Açores. Mas é a ele que Jaime Ramos recorre nos momentos pessoais mais difíceis.
Este livro foi publicado inicialmente em folhetim no Jornal de Notícias, pelo que o ritmo narrativo está adequado a este formato.
Os diálogos entre Jaime Ramos e Mandrake, um advogado brasileiro, são pedaços de literatura imperdíveis.
A história é interessante e verosímil, os personagens têm vida, não se imitando a ocupar o seu lugar de vítimas, suspeitos ou testemunhas do crime, e o bom humor trespassa todo o texto. Fica apenas a sensação que o inspector Jaime Ramos nem sempre deduz mas que por vezes adivinha. Um livro que vale a pena ler

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Maurice Leblanc

Maurice Leblanc nasceu em Rouen, França, em 11 de Novembro de 1864. Possuidor de uma imaginação viva, desde cedo manifestou intenção de se dedicar à escrita.
Apesar dessa sua vontade, teve que trabalhar numa fábrica do seu pai, até que conseguiu finalmente ir para Paris, onde começou por trabalhar como jornalista.
Foi em 1905 que criou a personagem de Arséne Lupin, num pequeno conto para o magazine “Je sais tout”. O sucesso foi tão grande, que o editor lhe pediu mais contos.
Até 1935 muitos contos, romances e peças de teatro se seguiram.
Durante a ocupação alemã da França na I Guerra Mundial a obra de Leblanc esteve proibida, pois a obra “L’eclat d’obus” publicada durante a guerra 1914-18 desagradara aos alemães. Morreu em 6 de Novembro de 1941.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Olho de Lince

No início da década de sessenta, ( 1962 ou 1963) a Portugália Editora lançou a colecção Olho de Lince dirigida por Mário Henrique Leiria.
A colecção durou 14 números.
1 – A morte de um cão de André Piljean
2 – … e o diabo os juntou de Maurice Procter
3 – Os mercenários de Donald E. Westlake
4 – O túmulo do pianista de Sérgio Donati
5 – Alibi para um juiz de Henry Cecil
6 – Rififi de Auguste Le Breton
7 – A emboscada de Maurice Procter
9 – Chantagem e selos raros de Emmett McDowell
10 – Sinfonia Incompleta de Raymond Carré
11 – Tempo de Massacre de Franco Enna
12 – Pesadelo de Malcolm Gair
13 – Um Longo e Duro Olhar de Malcolm Gair
14 – Dinheiro do Diabo de Maurice Procter

A emboscada, capa de João da Câmara Leme

quinta-feira, 16 de julho de 2009

O crime também diverte

Jake e Helen Justus, juntamente com o advogado Malone, estão em Nova Iorque, e é nesta cidade que este caso se desenrolará, longe da habitual Chicago.
Um crime estranho, sem explicação e sem que se veja o motivo para ter ocorrido, irá levar estas três personagens a tentarem resolver o caso, cada uma por sua conta, sem que informem os parceiros dos seus actos.
Além deste grupo, ainda existe a polícia, também pretendendo resolver o crime e livrando os elementos do trio de alguns apuros.
Um livro recheado de bom humor, onde Craig Rice desenvolve o seu estilo, que tanto sucesso teve na época em que viveu.

domingo, 12 de julho de 2009

Frank Gruber

Frank Gruber (1904 -1969) foi um escritor norte-americano nascido numa localidade do estado do Minesotta. Aos 16 anos fugiu de casa e alistou-se no exército durante um ano.
Em 1934 foi viver para Nova Iorque.
O seu primeiro romance policial, O enigma do quarto fechado, surgiu em 1940, criando a dupla de personagens Johnny Fletcher e Sam Cragg, protagonista de mais 13 romances.
Além destas duas personagens, criou ainda uma outra dupla: Simon Lash e Eddie Slocum.
Otis beagle e Joe Peel constituem a terceira dupla saída da imaginação deste romancista.
Foi também um prolífico escritor de contos. Para este género literário criou uma outra personagem : Oliver Quade, a enciclopédia humana.
Frank Gruber tem uma escrita simples, faz um uso excelente dos diálogos e as suas obras estão repletas de situações humorísticas, mostrando ainda um profundo conhecimento da história do Oeste Americano.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Donald Lam & Bertha Cool - cronologia da série

Série cronológica dos livros da série Donald Lam & Bertha Cool da autoria de A.A.Fair, pseudónimo de Erle Stanley Gardner, com os títulos da edição portuguesa.
À frente do título está a data da publicação da edição original em língua inglesa.

Divórcio sangrento - Janeiro de 1939
Sobre brasas – Janeiro de 1940
Morte em barras de ouro – Setembro de 1940
Jogo, mulheres e morte – Março de 1941
Tudo ou nada – Dezembro de 1941
O apartamento fatídico – Junho de 1942
Os morcegos voam ao anoitecer – Setembro de 1942
De noite todos os gatos são pardos – Agosto de 1943
O machado denunciante – Setembro de 1944
A morte verde – Abril de 1946
Morte à 6ªfeira – Setembro de 1947
As vidraças da morte – Janeiro de 1949
Tentação perigosa – Fevereiro de 1952
Algumas não esperam Setembro de 1953
Cuidado com s curvas – Novembro de 1956
O riso da morte – Março de 1957
Os ciúmes de Minerva – Outubro de 1957
Noves fora nada – Junho de 1958
O cadáver sem rosto – Fevereiro de 1959
Só a morte as detém – Setembro de 1960
A beleza é uma armadilha – Março de 1961
Armadilha para um detective – Novembro de 1961
Fim de semana com a morte - Abril de 1962
Pegar ou largar – Abril de 1963
Truque falhado – Março de 1964
Divórcio envenenado – Abril de 1965
As viúvas andam de luto – Maio de 1966
Fortuna indesejável – Março de 1967
Procura-se mulher – Março de 1970

sábado, 4 de julho de 2009

Picada mortal

Picada mortal é o primeiro caso do detective Nero Wolfe e do seu ajudante Archie Goodwin. Algumas outras personagens que cruzarão toda a série já se encontram aqui: Fred Durkin, Orrie Cather e Saul Panzer, os detectives que trabalham por conta própria e a quem Wolfe recorre com frequência, Bill Gore, um outro particular de participação mais efémera, e o cozinheiro Fritz.
Neste primeiro caso tomamos contacto com algumas das manias do detective: o cumprimento de horários para diferentes actividades e a sua fobia a sair de casa.
Trata-se no entanto ainda de um Wofe menos birrento que nos casos seguintes e mais falador.
Neste caso Wolfe fica com a sua vida em perigo, situação que ocorrerá mais vezes na série, o que o leva a encarar o caso de um modo mais pessoal, quase como uma vingança, e menos profissional.
Não sendo um dos melhores livros de Rex Stout, é no entanto uma obra que merece ser lida, não esquecendo que inicia uma das melhores séries policiais do século XX. Talvez a mais representativa do estilo em que o detective descobre o criminoso sem contacto com a cena do crime.