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terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Colecção Enigma

A Colecção Enigma surgiu em 1959, dirigida por Andrade Albuquerque, pseudónimo de Dick Haskins, e publicou 190 números até meados da década de 70.
Publicando essencialmente autores de língua inglesa, como Craig Rice, Ed McBain, Hillary Waugh ou Richard Deming, entre outros, a colecção iniciou-se com A Sétima sombra de Dick Haskins, autor que teria mais romances seus publicados, a que se seguiram A Máscara de Miss Whitely de Anthony & Peter Shaffer, Sessão Trágica de Herbert Adams, Porta para o Inferno de Dick Haskins e Missão Secreta de Henry Maxfield.
O último volume foi da autoria de Gary Null: O círculo secreto.

Capa do nº 134

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

As Grande Obras Mistério e Acção

As Grande Obras Mistério e Acção foi uma colecção publicada entre as décadas de 40 e 60 do século passado. Sob a tutela da Editorial Século saíram 80 volumes de autores variados: Winston Graham, Peter Cheyney, Eric Ambler, Anthony Abbot, Pat Mcgerr, Harry Stephen Keeler, Cornell Woolrich e Phillips Oppenheim, entre outros.
De salientar também algumas capas com excelentes desenhos alusivos à obra .

O crime do teatro Chinês de Richard Sale

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Os Melhores Romances Policiais

Os Melhores Romance Policiais foi uma colecção da Livraria Clássica Editora, iniciada nos anos 30 e que durou 124 números.
Publicou vários autores franceses, consequência da predominância da influência cultural que este país exercia nos portugueses, incluindo várias obras vencedoras do “Roman d’aventures”.
As capas eram simples: cinzentas com uma moldura azul, com o título, o número de série e o autor a surgiram na lombada.
Terá sido uma das primeiras a publicar em Portugal o autor Georges Simenon.
Fica a lista dos primeiros 10 volumes
1 – Seis homens mortos de S. André Steeman
2 – Condenado à morte de Georges Simenon
3 - A casa fatal de Leon Groc
4 – O segredo de H.21 de Adolfo Coelho
5 – O “autobus” desaparecido de Leon Groc
6 – Quem matou? De Charles Kingston
7 – Três crimes de Marcel Marc
8 – “ M” de Leonard Falkner
9 – A horrível morte de miss Gildchrist de Jean Toussaint-samat
10 – O mistério de Loverval de S. André Steeman

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Crime S.A.

Ente 1990 e 1992 a editora Ulisseia fez sair 33 volumes da colecção Crime S.A..
Com formato de bolso, as capas pretas com desenhos de Luis Duran, abrigaram um conjunto de bons autores e textos de boa qualidade.
Com autores, essencialmente, de língua inglesa, publicou também vários dos livros do português Dick Haskins.
Eis a lista :
1 – Os mortos não falam de Margaret Yorke
2 – Ódio mortal de Ed McBain
3 – Mistério no espaço vazio de Dick Haskins
4 – Uma fila de meninas de Anthea Fraser
5 – O rei de um país chuvoso de Nicolas Freeling
6 – Disfarce de Anthony oliver
7 – O sono da morte de Dick Haskins
8 – Cidra amarga de Peter Lovesey
9 – O formigueiro com paredes de vidro de Peter Dickinson
10 – Quatro tiros de caçadeira de Ed McBain
11 – Os olhos da madrugada de Margaret Yprke
12 – Posição ingrata de Michael Innes
13 – Obsessão de Dick Haskins
14 – O quebra-cabeças de Ed McBain
15 – A sala de visitas de Charlotte MacLeod
16 – Lady Macbeth de Nicolas Freeling
17 – Morto por te conhecer de B.M. Gill
18 – Crime no colégio de Edmund Crispin
19 – A boneca de Ed McBain
20 – A provação do major Johnson de Margaret Yorke
21 – O labirinto de Dick Haskins
22 – Para lá do vento norte de Nicolas Freling
23 – A cor do crime de Julian Symons24 – Bófia de Ed McBain
25 – Brincando com o fogo de Margaret Yorke
26 – Por um fio de Peter Lovesey
27 – O fio da meada de Dick haskins
28 – Cobiça de Anthea Fraser
29 – Beco sem saída de Liza Cody
30 – Até que a morte vos separe de Ed McBain
31 – O grande desafio de Kyotaro Nishimura
32 – Premeditação de Dick Haskins
33 – A salvo no túmulo de Margaret Yorke

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

3:C

A editora Ulisseia lançou, na década de sessenta, a colecção 3:C.
A colecção dividia-se em tês séries que se publicavam alternadamente. A série aventuras, a policial e a ficção científica.
Foram publicados 7 volumes da série policial.
2 – Sociedade dinamite de Horace McCoy
5 – A sombra de outra mulher de Mignon Eberhart
8 – O ABC do crime de Agatha Christie
11 – Colheita sangrenta de Dashiell Hammett
14 – O crime também diverte de Craig Rice
17 – Diz adeus ao dia de amanhã de Horace McCoy
20 – Numa noite solitária de Mickey Spillane

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Simenon

Entre 1964 e 1968, a Livraria Bertrand editou a colecção Simenon dedicada às aventuras de Maigret.

Maigret e o homem do banco, nº 16 da colecção

Foram 49 volumes, todos capas iguais da autoria de José Cândido, embora as cores variassem. A colecção foi iniciada com Maigret e as testemunhas recalcitrantes e terminou com Maigret e a sombra chinesa.

Listagem de todos os volumes, publicada na contracapa do nº 49, (clicar em cima para aumentar).

domingo, 18 de outubro de 2009

Série negra

Na década de 80 surgiu a colecção Série Negra, editada pelas Edições Regra do Jogo. Publicava essencialmente autores já bem conhecidos e obras que tinham obtido sucesso, sendo algumas já consideradas clássicas da literatura policial.
O português Artur Cortez também foi publicado na colecção, assim como um espanhol que começava a ser reconhecido internacionalmente, Manuel Vasquez Montalban.
Os primeiros cinco livros foram:
Na jogada de William Riordan
O falcão de Malta de Dashiell Hammett
Levine em Hollywood de Andrew Bergman
Ceifa Vermelha de Dashiell Hammett
A chave de Vidro de Dashiell Hammett.
Publicaram-se 21 volumes-

Capa de Alberto Lopes para o n.º 18

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Não Incomode

A partir de 1983 a editora Gradiva publicou a colecção Não I. Com um estilo de edição muito heterógeneo, variando entre o policial clássico e as novas tendências, editou 40 volumes.
Nos livros publicados podemos encontrar Charles McCarry, Colin Dexter, Delacorta, Dick Francis, Dieter Eisfeld, Ed McBain, Edgar Wallace, Emma Lathen, Eric Ambler, G.K. Chesterton, Giorgio Scerbanenco, Herbert Lieberman, June Thomson, Len Deighton, Marion Zimmer Bradley, Mary Higgins Clark, Michael Crichton, Michael Gilbert, Patrícia Highsmith, Paul-Loup Sulitzer, Peter Lovesey Ruth Rendell, Sara Paretsky, Sébastien Japrisot e Warren Murphy.
A colecção abriu com Azul cobalto de Patrícia Highsmith, seguindo-se Congo de Michael Crichton, A inocência do padre Brown de Chesterton, Entre o silêncio e uma morte mais profunda de Ruth Rendell e O homem terminal de Michael Crichton.

Capa da autoria de Armando Lopes para o volume n.º39

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Clube do crime

No início da década de 80 as Publicações Europa-América lançaram uma colecção de bolso que estaria no mercado por mais de 10 anos, publicando mais de 150 volumes. Era a colecção Clube do crime.
Publicava obras já bastante conhecidas, desde os primórdio da literatura policial como A mulher de branco de Wilkie Collins; de autores que estão na origem do sucesso deste género literário: Arthur Conan Doyle, G.K. Chesterton, Gaston Leroux e Edgar Wallace; e das gerações posteriores que colocaram a literatura policial num nível qualitativo elevado, como Patrícia Highsmith, Ruth Rendell, Dorothy L.Sayers ou Ngaio Marsh.
Frank Gold foi o único autro português com direito a ser publicado nesta colecção.
Capa do n.º 39

Os primeiros cinco volumes foram:
O caso da moldura de ouro de Peter Chambers
Uma rapariga simpática e sossegada de Philips Daniels
Tragédia no tribunal de Cyril Hare
Benet I – O caso dos corpos decapitados de Elliot lewis
O crime da praia do paraíso de Carrter Brown.


Capa do n.º 149

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Alibi (série especial)

Uma edição de qualidade para obras do mesmo quilate.



Lista dos volumes publicados ( clicar em cima para ampliar)

Das Edições 70, a colecção Álibi – Série Especial, com o subtítulo Os Clássicos do Policial, terá durado pelo menos até ao número 35, publicando-se entre o final da décad de oitenta e o início da de noventa.

Capa de Arcângela Marques para o vlome n.º 11, Laura

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Alibi

A colecção Alibi, em formato de bolso, foi da responsabilidade das Edições 70, tendo-se iniciado em 1983.
Terminou no número 18, tendo-se seguido uma série especial com mais de 30 números.
A colecção começou com um livro de Ellery Queen, Sherlock Holmes contra Jack o estripador, a que se seguiu um clássico do policial francês: Rififi, Du Rififi Chez les hommes, no original, de Auguste le Breton.
Seguiram-se Assassino e Bordo? de Eric Ambler e Não mandem orquídeas a miss Blandish de James Hadley Chase.

Capa da autoria de ZePaulo para o 2º volume,Rififi

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

O Fio da Navalha

O fio da navalha, da Editorial Presença, é uma das colecções ainda em publicação, ultrapassando já a centena de volumes editados, e que teve início em 1998.
Publicando essencialmente autores da actualidade, também faz pontualmente, nos últimos tempos, a edição de alguns clássicos, como por exemplo, Raymond Chandler.
Os primeiros 10 livros que saíram na colecção foram:
1 – Post-Mortem, de Patrícia D. Cornwell
2 – A máscara de desonra de Minette Walters
3 – Corpo de delito de Patrícia D. Cornwell
4 – Morte no La fenice de Donna Leon
5 – Tudo o que resta de Patricia D. Cornwell
6 – O sacrifício da borboleta de Andrea H. Japp
7 – A câmara escura de Minette Walters
8 – Cruel e invulgar de patrícia D. Cormwell
9 – Confissões de uma farmacêutica de Ingrid Noll
10 – Morte numa terra estranha de Donna Leon

Capa da autoria de Fernando Felgueiras para o n.º 1 da colecção

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Colecção Corvo

A colecção policial Corvo surgiu corria o ano de 1956.
Em formato de bolso, apresentou uma diversidade de autores interessantes. De acordo com o catálogo da Biblioteca Nacional terão sido publicados 37 volumes, até 1961 ou 1962.
Era editada pelas Edições Surpresa sedeada em Vila do Conde.
Os primeiro cinco volumes editados foram:
O sinal da sombra de Maurice Leblanc
Histórias proibidas de Jacques Futrelle
Alta traição de Phillips Oppenheim
Relíquia Sangrenta de Sax Rohmer
Os fortes também morrem de Rex Stout


Volume nº 25 Homens da noite de E. C. Blake

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Olho de Lince

No início da década de sessenta, ( 1962 ou 1963) a Portugália Editora lançou a colecção Olho de Lince dirigida por Mário Henrique Leiria.
A colecção durou 14 números.
1 – A morte de um cão de André Piljean
2 – … e o diabo os juntou de Maurice Procter
3 – Os mercenários de Donald E. Westlake
4 – O túmulo do pianista de Sérgio Donati
5 – Alibi para um juiz de Henry Cecil
6 – Rififi de Auguste Le Breton
7 – A emboscada de Maurice Procter
9 – Chantagem e selos raros de Emmett McDowell
10 – Sinfonia Incompleta de Raymond Carré
11 – Tempo de Massacre de Franco Enna
12 – Pesadelo de Malcolm Gair
13 – Um Longo e Duro Olhar de Malcolm Gair
14 – Dinheiro do Diabo de Maurice Procter

A emboscada, capa de João da Câmara Leme

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Vampiro Magazine

Em Março de 1950 surgiu o número 1 da revista Vampiro Magazine , dedicada à publicação de contos policiais. Era editada pela “ Livros do Brasil”, e surgia na sequência do sucesso da colecção vampiro, da mesma editora.
Juntamente com os contos, publicava pequenas notas biográficas de alguns dos autores, além de notícias da edição em Portugal e no mundo.

Eis o índice do primeiro número.

Ficheiro de «Vampiro»: Ellery Queen…..3
Ellery Queen: A casa das trevas………....5
Stephen Leacock:12$50 de crimes…… ..35
Dorothy Sayers: Dente por dente……….42
C. Brahms e S.J. Simon: O
homem do fato cor de rape………… …...59
G.K. Chesterton:A ladição do livro……….63
Noticiário de Vampiro………………………...82
Leslie Charteris: «O conto do vigário»….85

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Mistério Magazine de Ellery Quenn

Ellery Queen's Mystery Magazine foi uma revista criada em 1941, nos Estados Unidos, dedicada à publicação de contos policiais. Em 1949 surgiu a edição em língua portuguesa, editada no Brasil, mas que também era vendida em Portugal. Mistério Magazine era o seu nome, e o primeiro número surgiu em Maio de 1949, publicando uma selecção de contos saídos até à data na edição americana.
A partir do número 49 alterou o título para Mistério Magazine de Ellery Queen.

Eis a lista dos textos publicados nesse número 1.

O cabograma, de T.S. Sttribling;
O crime perfeito de Mr. Digberry,de Anthony Abbot;
Gelo verde, de Stuart Palmer;
O rubens roubado, de Jacques Futrelle;
A divisão amalucada de Anthony Boucher;
Suspeito desconhecido, de Courtney Ryley Cooper;
A aventura da caça ao tesouro de Ellery Queen;
Adeus aos Faulkners, de Miriam Allen de Ford;
O macete, de James Hilton;
Conselho de Juiz, de Viola Brothers Shore.

Uma publicação de consulta indispensável para quem quiser conhecer um pouco da história da literatura policial.
Capa do número 1, com as inevitáveis marcas do tempo, que é uma reprodução da revista americana número 2.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Colecção Policial

A Colecção Policial foi uma edição da Empresa Nacional de Publicidade e durou 43 números. Não é fácil identificar a data de início de publicação, mas recorrendo aos registos da Biblioteca Nacional, situar-se-á provavelmente em 1945, tendo o último volume sido editado em 1959 ou 1960.
Foi uma colecção pequena, em número de volumes editados, mas de boa qualidade, onde além da publicação de autores já há época com elevada notoriedade, surge pela primeira vez Dick Haskins.
Fica a lista de livros e de autores publicados.
Nº 1, As quatro garras, de Henry Holt;
nº 2, Um desafio à polícia de Cecil Freeman Gregy;
nº 3, O mistério dos três suicidas, de J. Mallorqui;
nº 4, Uma prenda macabra, de J. Morand;
nº 5, O mistério das aparições, de Herbert Adams;
nº 6, O crime dum médico, de Andrew Soutar;
nº 7, Bando sinistro, de Hugh Clevely;
nº 8, A noite fatal., de Herbert Adams;
nº 9, A herança do banqueiro, de Mac Dennis;
nº 10, Verde … sinal de perigo, de Christianna Brand;
nº 11, A voz misteriosa, de Henry Holt;
nº 12, Um caso tenebroso, de Carlton Walace;
nº 13, Um grito na noite de Natal, de Agatha Christie;
nº 14, O enigma do dossier 973, de Carlton Walace;
nº 15, Fim de semana trágico, de Agatha Christie;
nº 16, A morte de Carolina Bundy, de Alice Campbell;
nº 17, A mensageira vermelha, de Henry Holt;
nº 18, A marca infamante, de Seldon Truss;
nº 19, O caso Garden, de S.S. Van Dine;
nº 20, Rapto, de S.S. Van Dine;
nº 21, Os crimes do unicórnio, de Carter Dickson;
nº 22, O mistério da corda de prata, de Henry Holt;
nº 23, A morte misteriosa, de Carter Dickson;
nº 24, O macaco de barro, de Austin Freeman;
nº 25, A gargalhada da morte, de Herbert Adams;
nº 26, Cigarros perfumados, de S.S. Van Dine;
nº 27, O crime no lago, de John Dickson Carr;
nº 28, O canário coxo, de Erle Stanley Gardner;
nº 29, Seis crimes sem assassino, de Pierre Boileau;
nº 30, A herança trágica, de Anthony Gilbert;
nº 31, O caso do bispo gago, de Erle Stanley Gardner;
nº 32, A casa da peste, de Carter Dickson;
nº 33, Sequestrada, de Anthony Gilbert;
nº 34, Um caso para Salomão, de Bruce Graeme;
nº 35, A tragédia de Z, de Ellery Queen;
nº 36, A morte de saltos altos, de Christianna Brand;
nº 37, A casa dos ursos, de John Creasey;
nº 38, O sono da morte de Dick Haskins;
nº 39, O relógio da morte, de John Dickson Carr;
nº 40, O caso dos suicídios, de John Dickson Carr;
nº 41, O triunfo do inspector West, de John Creasey;
nº 42, A bengala-de-estoque, de John Dickson Carr;
nº 43, A caixa de rapé, de John Dickson Carr.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

As 20 regras de S.S.Van Dine (2)

(continuação)

11 – Um criado nunca deve ser escolhido pelo autor para culpado. Seria uma solução fácil. O criminoso deverá alguém importante, de quem não de deva suspeitar.
12 – Deve haver um único culpado independentemente do número de crimes que ocorreram. Pode ter um cúmplice, mas que tenha um papel irrelevante que permita que a culpa caia toda sobre os mesmos ombros.
13 – Sociedades secretas, camorras, máfias, não têm lugar no romance policial. O assassínio verdadeiramente lindo e fascinante estaria comprometido por essa culpabilidade colectiva.
14 – O método usado para cometer o crime deverá ser lógico e científico. A pseudo-ciência com os seus métodos especulativos e imaginativos não deve fazer parte do romance policial.
15 – A solução do enigma deve estar sempre bem à vista durante todo o romance, isto se o leitor for suficientemente perspicaz para a ver. De tal modo que se no final voltar a reler verifique que todos os indícios apontavam para a solução encontrada.
16 – O romance policial não deve conter longas passagens descritivas, análises de carácter ou preparação de “atmosferas”. O leitor dos romances policiais não procura floreados literários nem exercícios de estilo.
17 – O autor deve evitar escolher para culpado criminosos profissionais. Os delitos dos arrombadores e dos bandidos pertencem à polícia e não aos autores ou aos detectives amadores.
18 – O crime nunca deve ser resolvido como um acidente ou um suicídio.
19 –Os motivos do crime devem ser pessoais. Intrigas internacionais e guerras políticas pertencem a outro tipo de ficção. O romance deve reflectir as experiências quotidianas do leitor e servir de escape para os seus desejos e emoções reprimidas.
20 – O autor não deve usar truques e situações já muito usadas por outros autores:
a) Determinar a identidade do culpado por comparação entre uma ponta de cigarro encontrada no local do crime e a marca que o suspeito fuma.
b) Falsa sessão espírita em que o culpado aterrorizado confessa.
c) Falsas impressões digitais.
d) Álibi com uso de um manequim.
e) O cão que não ladra revelando que o intruso era conhecido.
f) O culpado gémeo do suspeito ou um parente muito parecido.
g) A seringa hipodérmica e o soro da verdade.
h) O crime cometido num compartimento fechado, na presença de polícias.
i) O emprego de associações de palavras para descobrir o culpado.
j) A decifração de um criptograma ou de um código cifrado.

S. S. Van Dine

segunda-feira, 6 de abril de 2009

As 20 regras de S.S. Van Dine

S.S. Van Dine não considerava o romance policial como um género literário. Para ele, tudo se resumia a um jogo entre o autor e o leitor. Para melhor regulamentar esse jogo, estabeleceu em 1928 no The American Magazine, um conjunto de 20 regras às quais deveriam obedecer as histórias policias. Felizmente, muitos e consagrados autores as violaram.
Resumidamente, eis o seu enunciado, numa adaptação resumida .
1 – O leitor e o detective devem ter iguais oportunidades para resolver o problema. Todos os indícios devem ser claramente enunciados e descritos
2 – O autor não deve empregar para com o leitor nenhum truque ou astúcia , que não sejam, os que o criminoso emprega contra o detective.
3 – Não deve haver enredo amoroso. O objectivo é levar um criminoso ao tribunal e não um casal ao altar.
4 – O detective nunca deverá ser o criminoso, assim como qualquer outro investigador.
5 – O culpado deve ser encontrado por um conjunto de deduções lógicas e nunca por acidente, por coincidência ou confissão voluntária.
6 – Toda a história policial deve ter um detective. A sua função é recolher as pistas que permitam identificar quem cometeu o crime no primeiro capítulo. Se ele não chegar a uma conclusão satisfatória, está na mesma situação de uma criança na escola que resolve um problema fora das regras da aritmética.
7 – Tem que existir sempre um cadáver nas histórias policiais, e quanto mais morto melhor. 300 páginas, são demasiadas páginas sem oferecer um crime de morte. O dispêndio de energia do leitor tem que ser recompensado.
8 – O problema policial deve ser resolvido por meios estritamente naturais. Métodos como leitura da mente, reuniões espíritas, transmissão de pensamento, bolas de cristal estão excluídos. O leitor deve ter oportunidade igual à do detective para solucionar o mistério; se ele tiver que competir com espíritos, fica em desvantagem.
9 – Apenas deve existir por história um detective. Usar 3 ou 4 detectives, além de complicar a clareza das deduções, coloca o leitor em desvantagem.
10 – O culpado deve ser alguém que teve um papel importante no desenrolar do romance, que seja familiar ao leitor e por quem ele se interessou.
(continua)

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Detection Club

O Detection Club é uma organização de escritores policiais ingleses criada em 1928. No entanto, apenas em 1930 a organização apresentou a sua formalização.
Nesse ano a organização apresentava os seguintes membros: G.K. Chesterton H.C. Bailey, E.C. Bentley, Anthony Berkeley, Agatha Christie, G.D.H. Cole, M. Cole, J.Connington, Freeman Wills Crofts, Clemence Dane, Robert Eustace, R.Austin Freeman, Lord Gorell, Edgar Jepson, Ianthe Jerrold, Milward Kennedy, Ronald A. Knox, A.E.W. Mason, A.A. Milne, Arthur Morrison, Baroness Orczy, Mrs. Victor Rickard, John Rhode, Dorothy L. Sayers, Henry Wade, Victor L. Whitechurch, Helen Simpson e Hugh Walpole.
Desde a sua formação até à actualidade teve os seguintes presidentes: G. K. Chesterton (1930-1936): E.C. Bentley, de 1936 a 1949, Dorothy L. Sayers, de 1949 a 1957, Agatha Christie de 1957 a 1976, Lord Gorell, co-presidente com Agatha Christie de 1958 a 1963, Julian Symons de 1976 a 1985, H.R.F. Keating de 1985 a 2000, Simon Brett , desde 2000.
Não sendo a única associação de escritores policiais do mundo, é no entanto a mais antiga.