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domingo, 2 de janeiro de 2011

Como Agatha Christie vê outros autores

Em The Clocks, Poirot e os 4 relógios, Agatha Christie coloca na boca de Poirot algumas observações sobre outros autores de literatura policial
O caso Leavenworth, de Anna Katherine Green publicado em Portugal como O caso da 5ª avenida.
“ Uma pessoa saboreia a sua atmosfera coeva, o seu melodrama estudado e deliberado, s deliciosas e exuberantes descrições da beleza dourada de Eleanor e da beleza prateada de Mary”

Sobre As aventuras de Arsene Lupin “ Quanta fantasia, quanta irrealidade e, contudo, quanto vigor, quanta vitalidade, quanta vida!”

O Mistério do quarto amarelo de Gaston Leroux
“ Este é um verdadeiro clássico!(…) Tão lógico! Lembro-me de algumas críticas o acusarem de desleal, mas não é desleal, meu caro Colin. Não, não! Quase, talvez, mas quase, apenas. Tem a sua diferença. Há verdade em todo ele, uma verdade porventura oculta pela cuidadosa e inteligente escolha das palavras… (…) Uma verdadeira obra-prima”

Sobre a generalidade dos autores americanos
“ Mas a quantidade de uísque e bourbon consumida em todas as páginas pelo detective de um policial americano, não me interessa nada. O facto de ele beber um litro ou meio litro não me parece afectar de modo nenhum a acção da história”

Sobre Conan Doyle e Sherlock Holmes
“ Estas histórias de Sherlock Holmes são muito artificiais, estão cheias de sofismas e são muito forçadas. Mas a arte de escrever….ah, isso é absolutamente diferente! O prazer da linguagem, a criação, sobretudo da magnífica personagem que é o Dr. Watson… Ah, isso foi, deveras , um triunfo”

domingo, 14 de fevereiro de 2010

O cão dos Baskervilles

Um dos clássicos de Conan Doyle para a personagem de Sherlock Holmes, O cão dos Baskervilles, já teve várias adaptações para televisão e cinema.
Terence Fisher foi um dos realizadores que levaram a obra à tela, em 1959, com a interpretação de Peter Cushing, no papel de Sherlock Holmes e André Morell como Dr. Watson

sábado, 26 de dezembro de 2009

Obras Completas de Sherlock Holmes

Obras Completas de Sherlock Holmes foi uma coleccção publicada pela editora Livros do Brasil em 1985 e 1986. Com um total de seis números, publicou todas as histórias do famoso detective criado por Arthuer Conan Doyle pela ordem cronológica das investigações e não da sua publicação.
A colecção foi constituída por volumes duplos.
N.º1 - Um estudo em vermelho / Os sete mistérios (contos)
N.º 2 – O cão dos Baskervilles/ A face amarela (contos)
N.º 3 – O signo dos quatro/ A morte do chantagista (contos)
N.º 4 – O vale do terror / A caixa macabra ( contos)
N.º 5 – O detective agonizante (contos) / O arpoador maldito (contos)
N.º 6 – As nódoas de sangue (contos) / O último adeus (contos)

domingo, 8 de novembro de 2009

Sherlock homes e a cocaína

Excerto sobre os vícios de O sinal dos quatro de Arthur Conan Doyle.
"Naquela tarde, contudo, não sei se por causa do Beaune que bebera ao almoço, se por estar mais exasperado devido à extrema premeditação da sua atitude, senti repentinamente que não me podia calar por mais tempo.
- Hoje o que é? – perguntei - , morfina ou cocaína?
Levantou os olhos languidamente do velho livro que abrira.
- É cocaína – respondeu -, uma solução a sete por cento. Quer experimentar?
- Claro que não – respondi bruscamente. – O meu organismo ainda não recuperou da campanha afegã. Não me posso dar ao luxo de o submeter a um esforço suplementar.
Sorriu perante a minha veemência.
- Talvez tenha razão, Watson. Creio que a influência da cocaína é fisicamente prejudicial. Acho-a, no entanto, tão transcendentemente estimulante e esclarecedora para o espírito que os seus efeitos secundários deixam de ter grande importância.
- Mas repare! – disse eu seriamente. – Quantos inconvenientes! O seu cérebro, como afirma, pode ficar desperto e excitado, mas trata-se de um processo patológico e mórbido que envolve uma elevada substituição de tecidos e pode, pelo menos, provocar uma permanente fraqueza. Sabe também como é negativa a reacção posterior. Na verdade, o jogo é demasiado arriscado para valer a pena. Por que há-de, para obter um mero prazer passageiro, arriscar-se a perder as preciosas faculdades com que foi dotado? Lembre-se que falo não apenas como amigo, mas também como médico, tendo em conta que, de algum modo, sou responsável pela sua saúde."

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Sherlock Holmes

Sherlock Holmes é “o detective” por excelência. Aquele que pega no menor indício e deduz a partir dessa pequena pista a solução. A ligação desta personagem à literatura policial é tão forte que com o decorrer do tempo a palavra Sherlock acabou por ser sinónimo de detective.
A personagem nasceu em 1887 na obra Um estudo em Vermelho, tendo surgido num total de 4 novelas e 56 contos. Estes números são válidos para os textos escritos por Conan Doyle, pois após a sua morte outros escritores deram continuação à série, embora a sua importância acabe por ser irrelevante na história da literatura policial.
Sherlock Holmes analisa todos os pormenores e a solução do caso vem quase sempre de um indício insignificante que normalmente nada significa para outros. Não raro, gosta de dramatizar as suas deduções e a apresentação final da solução, na perspectiva de impressionar o seu amigo Watson, o narrador das histórias, ou até a própria polícia.
Com um raciocínio rápido e brilhante entra em depressão quando está muito tempo sem deslindar um caso.
Com frequência usa os designados “ irregulares de Baker Street”, um conjunto de garotos pobres, para seguir pessoas ou dar recados.
Sherlock Holmes será um dos primeiros exemplos da influência do publico nos criadores. Conan Doyle resolveu matar o detective no conto O problema final, mas as reclamações dos leitores foram tantas que ele reapareceu.
O sucesso da personagem foi tão grande, que a casa fictícia onde ele viveu é hoje uma casa real, na rua indicada por Doyle nas sua histórias, Baker Street, no número 221 B.