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quarta-feira, 26 de maio de 2010

Philo Vance

12 é o número de livros em que surge a personagem Philo Vance criada por S.S. Van Dine.
Philo Vance é um especialista em arte, que não tem actividade profissional , mas que vive sem qualquer dificuldade, numa casa da 38ª avenida Leste, na companhia do seu mordomo Currie.
Sob o passado da personagem pouco se sabe, ficando no entanto a informação que participou na guerra 1914-18.
Philo Vance faz as suas investigações em colaboração com a polícia, com o seu amigo Markham, o procurador do distrito, a convidá-lo a participar nas investigações.
A lista dos livros, por ordem cronológica de publicação é a seguinte:
O caso Benson / O caso do homicídio Benson
A morte da canária
A série sangrenta
Os crimes do bispo
O crime do escaravelho
O enigma do coleccionador de antiguidades
Os crimes do dragão
O enigma do casino
O enigma do crime no jardim / O caso Garden
O enigma do raptor inteligente / O caso do rapto misterioso / Rapto?!
O estranho caso de Gracie Allen / Perfume e morte/ Cigarros perfumados
Dois crimes no Inverno

sábado, 12 de setembro de 2009

S. S. Van Dine

S.S. Van Dine é o pseudónimo do escritor e crítico Willard Huntington Wright nascido em 1888 e falecido em 1939. Era um amador de arte e música, tal como a personagem de detective amador que criou: Philo Vance.
Em 1907 tornou-se crítico literário no Times de Los Angeles, ocupando igual cargo no Town Topics entre 1910 e 1914. Até 1923 continuou a escrever crítica literária, livros sobre arte e música e ainda um romance em 1916.
Devido ao seu estado de saúde, entre 1923 e 1926 foi obrigado a descansar. Nesse período reuniu uma biblioteca de cerca de 2000 livros de criminologia e literatura policial. Achando que a literatura policial nos Estados Unidos era desinteressante e sem qualidade decidiu escrever para um público mais exigente e assim nasceu O caso Benson. O sucesso da sua obra levou-o a escrever 12 livros da série Philo Vance, contrariando a sua teoria que nenhum escritor tinha mais do que meia dúzia de boas ideias para escrever bons livros policiais. A sua teoria tem confirmação na sua obra, com os diferentes livros a possuírem uma qualidade bastante desigual.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

As 20 regras de S.S.Van Dine (2)

(continuação)

11 – Um criado nunca deve ser escolhido pelo autor para culpado. Seria uma solução fácil. O criminoso deverá alguém importante, de quem não de deva suspeitar.
12 – Deve haver um único culpado independentemente do número de crimes que ocorreram. Pode ter um cúmplice, mas que tenha um papel irrelevante que permita que a culpa caia toda sobre os mesmos ombros.
13 – Sociedades secretas, camorras, máfias, não têm lugar no romance policial. O assassínio verdadeiramente lindo e fascinante estaria comprometido por essa culpabilidade colectiva.
14 – O método usado para cometer o crime deverá ser lógico e científico. A pseudo-ciência com os seus métodos especulativos e imaginativos não deve fazer parte do romance policial.
15 – A solução do enigma deve estar sempre bem à vista durante todo o romance, isto se o leitor for suficientemente perspicaz para a ver. De tal modo que se no final voltar a reler verifique que todos os indícios apontavam para a solução encontrada.
16 – O romance policial não deve conter longas passagens descritivas, análises de carácter ou preparação de “atmosferas”. O leitor dos romances policiais não procura floreados literários nem exercícios de estilo.
17 – O autor deve evitar escolher para culpado criminosos profissionais. Os delitos dos arrombadores e dos bandidos pertencem à polícia e não aos autores ou aos detectives amadores.
18 – O crime nunca deve ser resolvido como um acidente ou um suicídio.
19 –Os motivos do crime devem ser pessoais. Intrigas internacionais e guerras políticas pertencem a outro tipo de ficção. O romance deve reflectir as experiências quotidianas do leitor e servir de escape para os seus desejos e emoções reprimidas.
20 – O autor não deve usar truques e situações já muito usadas por outros autores:
a) Determinar a identidade do culpado por comparação entre uma ponta de cigarro encontrada no local do crime e a marca que o suspeito fuma.
b) Falsa sessão espírita em que o culpado aterrorizado confessa.
c) Falsas impressões digitais.
d) Álibi com uso de um manequim.
e) O cão que não ladra revelando que o intruso era conhecido.
f) O culpado gémeo do suspeito ou um parente muito parecido.
g) A seringa hipodérmica e o soro da verdade.
h) O crime cometido num compartimento fechado, na presença de polícias.
i) O emprego de associações de palavras para descobrir o culpado.
j) A decifração de um criptograma ou de um código cifrado.

S. S. Van Dine

segunda-feira, 6 de abril de 2009

As 20 regras de S.S. Van Dine

S.S. Van Dine não considerava o romance policial como um género literário. Para ele, tudo se resumia a um jogo entre o autor e o leitor. Para melhor regulamentar esse jogo, estabeleceu em 1928 no The American Magazine, um conjunto de 20 regras às quais deveriam obedecer as histórias policias. Felizmente, muitos e consagrados autores as violaram.
Resumidamente, eis o seu enunciado, numa adaptação resumida .
1 – O leitor e o detective devem ter iguais oportunidades para resolver o problema. Todos os indícios devem ser claramente enunciados e descritos
2 – O autor não deve empregar para com o leitor nenhum truque ou astúcia , que não sejam, os que o criminoso emprega contra o detective.
3 – Não deve haver enredo amoroso. O objectivo é levar um criminoso ao tribunal e não um casal ao altar.
4 – O detective nunca deverá ser o criminoso, assim como qualquer outro investigador.
5 – O culpado deve ser encontrado por um conjunto de deduções lógicas e nunca por acidente, por coincidência ou confissão voluntária.
6 – Toda a história policial deve ter um detective. A sua função é recolher as pistas que permitam identificar quem cometeu o crime no primeiro capítulo. Se ele não chegar a uma conclusão satisfatória, está na mesma situação de uma criança na escola que resolve um problema fora das regras da aritmética.
7 – Tem que existir sempre um cadáver nas histórias policiais, e quanto mais morto melhor. 300 páginas, são demasiadas páginas sem oferecer um crime de morte. O dispêndio de energia do leitor tem que ser recompensado.
8 – O problema policial deve ser resolvido por meios estritamente naturais. Métodos como leitura da mente, reuniões espíritas, transmissão de pensamento, bolas de cristal estão excluídos. O leitor deve ter oportunidade igual à do detective para solucionar o mistério; se ele tiver que competir com espíritos, fica em desvantagem.
9 – Apenas deve existir por história um detective. Usar 3 ou 4 detectives, além de complicar a clareza das deduções, coloca o leitor em desvantagem.
10 – O culpado deve ser alguém que teve um papel importante no desenrolar do romance, que seja familiar ao leitor e por quem ele se interessou.
(continua)