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terça-feira, 7 de julho de 2015

Rei, capitão, soldado, ladrão

Ruth Rendell cria personagens completas, com comportamentos e problemas humanos. Este livro não foge à regra, com algumas personagens a prenderem a atenção constante do leitor no seu percurso da sequência narrativa.
Os livros de Ruth Rendell fora da série do inspetor Wexford, tal como este, dão-lhe maior liberdade na composição das personagens e na criação de tramas, oferecendo a quem lê situações mais originais e mais criativas.
Em Rei, Capitão, Soldado, Ladrão, do início ao fim do livro, o leitor prende-se à expectativa do que irá suceder a cada uma das mulheres retratadas no livro e ainda à personagem do deputado, que me parecem as mais interessantes.
Se o primeiro crime se vai mostrando previsível logo desde o início, assim como se pode adivinhar quem o cometerá e de que forma, logo após a apresentação das personagens principais, toda a restante trama não tem previsibilidade e Ruth Rendell consegue sustentar o destino das personagens até à última página.

Estou perante a minha autora de livros policiais favorita, mas este livro é sem dúvida um dos que se encontram no topo da sua extensa obra.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

O Enigma do Mandarim

O Enigma do Mandarim, The Speaker of Mandarim, foi publicado em Portugal em 1988, cinco anos após a sua edição na língua original, e é o décimo segundo romance com a personagem do inspetor Wexford.
A história é narrada em dois tempos. Numa fase inicial, Wexford encontra-se na China em representação oficial, onde estabelece contacto com um grupo de turistas ingleses e onde é vítima de enigmáticas visões.
Numa segunda fase, após o regresso, Wexford tem que investigar a morte de uma das turistas, ocorrida já em território inglês, obrigando-o a estabelecer o contacto com mais alguns dos viajantes e a tentar relembrar os episódios a que assistiu na China, com a dificuldade de ter que destrinçar entre o que foi alucinação e o que foi real.

Há vários anos que tentava encontrar este livro, o que consegui recentemente, daquela que é a minha autora favorita, Ruth Rendell.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Entre o silêncio e uma morte mais profunda

Wexford está doente e, por conselho do médico, vai passar uns tempos a Londres, em casa do seu sobrinho, oficial da polícia na capital inglesa.
Um crime estranho faz com que Wexford queira interromper o seu repouso forçado, ajudando o sobrinho na resolução do caso.
Depois de um fracasso inicial, acaba por ser Wexford que resolve o caso, contribuindo com esta sua actividade para a recuperação dos problemas de saúde.
Um caso diferente de Wexford, em que sem os meios de que normalmente dispõe, consegue achar o caminho da resolução do caso.
Mais um livro onde Ruth Rendell analisa com mestria os sentimentos e comportamentos do ser humano.

sábado, 28 de março de 2009

A árvore das mãos

Nos livros de Ruth Rendell raramente há apenas uma história. Há varias personagens, cada uma com um caso, cada uma num momento difícil, num momento de tensão, que num determinado tempo e num dado espaço acabam por coincidir.
Quando se lê um livro de Ruth Rendell fica-se com a impressão que a história poderia ter acontecido, pois mesmos os assassinos não estão muito longe do comportamento normal e o leitor percebe, e por vezes até aceita, esse comportamento anómalo. Todos parecem pessoas e comuns e normais.
A árvore das mãos não foge a esta regra. Três histórias que acabam por se entrelaçar num drama de grande tensão, onde a fronteira entre o certo e o errado, entre o amor e o ódio, entra a justiça e a injustiça acabam por ser ténues.