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sábado, 12 de junho de 2010

Tecumseh Fox

Tecumseh Fox faz lembrar a personagem Drury Lane de Barnaby Ross, pela forma com vive, afastado da confusão citadina.
Fox vive numa quinta a que chama Zoológico, onde tem como empregados antigos marginais que ele recuperou.
O criador desta personagem foi Rex Stout, que a fez surgir em três livros.
Dueto de morte
O detective imperfeito
O vaso quebrado,
Publicados respectivamente em 1939, 1940 e 1941.
Surgem nestes livros referências a outras personagens de Stout: Doll Bonner e o tenente Rowcliff.

Rex Stout

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Philo Vance

12 é o número de livros em que surge a personagem Philo Vance criada por S.S. Van Dine.
Philo Vance é um especialista em arte, que não tem actividade profissional , mas que vive sem qualquer dificuldade, numa casa da 38ª avenida Leste, na companhia do seu mordomo Currie.
Sob o passado da personagem pouco se sabe, ficando no entanto a informação que participou na guerra 1914-18.
Philo Vance faz as suas investigações em colaboração com a polícia, com o seu amigo Markham, o procurador do distrito, a convidá-lo a participar nas investigações.
A lista dos livros, por ordem cronológica de publicação é a seguinte:
O caso Benson / O caso do homicídio Benson
A morte da canária
A série sangrenta
Os crimes do bispo
O crime do escaravelho
O enigma do coleccionador de antiguidades
Os crimes do dragão
O enigma do casino
O enigma do crime no jardim / O caso Garden
O enigma do raptor inteligente / O caso do rapto misterioso / Rapto?!
O estranho caso de Gracie Allen / Perfume e morte/ Cigarros perfumados
Dois crimes no Inverno

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Philip Marlowe

Philip Marlowe é um detective privado de Los Angeles criado por Raymond Chandler. Com o surgimento desta personagem a literatura policiaria deu um salto qualitativo abrindo-se a um novo estilo, à aceitação pela crítica e ganhando novos públicos.
Chandler publicou sete livros com aventuras deste personagem, deixndo um oitavo incompleto.
1939, À beira do abismo
1940, Perdeu-se uma mulher
1942, A janela alta
1943, A dama do lago
1949, Ingénua perigosa
1953, O imenso adeus
1958, O bode espiatório.
A morte veste de seda seria terminado por Robert parker e publicado em 1984.
Antes de ser detective privado, Marlowe trabalhou no gabinete do Promotor Distrital, mas foi despedido por insubordinação.
Tem uma má relação com a polícia, chegando mesmo a ser agredido com violência, não se coibindo de ocultar um crime se achar que o criminoso estava do lado da razão.
Trata-se de uma personagem que todos os apreciadores de literatura policial devem conhecer.

Raymond Chandler

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Simon Lash

Simon Lash é um antigo advogado que trabalha como detective privado. Deixou a advocacia quando a namorada o abandonou casando com outro. A namorada é a cliente do primeiro caso conhecido.
O seu escritório é em Los Angeles, decorrendo os seus casos na parte oeste do continente americano, não só na Califórnia mas também nos estados vizinhos. É um especialista na história da conquista do oeste, coleccionando livros antigos sobre o tema.
A preguiça é um dos seus defeitos. Apenas aceita trabalho quando está com falta de dinheiro, recusando-se, mesmo nessa situação, a tratar de casos que envolvam procura de provas para divórcio.
Tem uma boa relação com as forças policiais.
Com Simon Lash trabalha Eddie Slocum, que além do clássico trabalho de mordomo, também trata das finanças do patrão e participa nos casos que surgem.
Esta personagem criada por Frank Gruber, surgiu em três obras, entre 1941 e 1948:
Investigação perigosa
O baú dos búfalos
O livro mortífero

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Henry Merrivale

Henry Merrivale é mais uma personagem gorda saída da imaginação de John Dickson Carr, pesando mais de 100 quilograms.
Foi chefe dos serviços secretos ingleses, sendo também advogado e médico. Nas suas investigações tem uma boa relação com a polícia, em especial com o seu amigo Masters, inspector da Scotland Yard. É especialistas em resolver os chamados crimes em quarto fechado.
Quando tem de conduzir deixa em pânico qualquer pessoa que se sente no mesmo veículo que ele, embora tenha de si a ideia de que é um excelente condutor.
Surgiu pela primeira vez em The Plague Court Murders em 1934. Em Portugal A Empresa Nacional de Publicidade publicou o livro sob o título A casa da peste.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Harley Quinn e Mr. Satterthwaite

Estes dois detectives amadores são duas personagens pouco relevantes no universo da escritora Agatha Christie. Costumam surgir em duo, embora Mr. Satterthwaite se intrometa em dois casos de Hercule Poirot “Tragédia em três actos” e “ Morte nos estábulos”.
Mr. Satterthwaite é considerado, regra geral, um mero adereço nos casos de Harley Quinn, embora em alguns casos seja Mr. Satterthwaite quem deslinda o mistério.
Mr. Satterthwaite, tem 62 anos, é baixo, apresenta um ar encurvado e ressequido. Solteiro, é bisbilhoteiro, dado o seu gosto de saber da vida alheia. Tem um aspecto snob incorrigível, mas mesmo assim consegue ser bastante sociável devido à sua simpatia.
Tem uma valiosa colecção de arte, e a sua opinião é apreciada por críticos peritos e artistas, e é um grande admirador de ópera.
Tem por hábito visitar as mansões dos seus velhos amigos e conhecidos aos domingos de manhã.
Harley Quinn é um homem misterioso. Surge e desaparece sem que alguém se aperceba de como o faz. Quinn é alto magro e moreno.
As suas aparições estão por vezes associadas a fenómenos luminosos locais, que parecem fazer com que os seus fatos brilhem de forma multicolor como o fato de Arlequim. Até o próprio nome tem a sonoridade da palavra Arlequim em língua inglesa.
Quinn dá um toque de sobrenatural, que nunca fica esclarecido aos casos em que surge. Parece que Agatha Christie, que sempre colocou as suas personagens a descobrir casos estranhos, a negar a intervenção sobrenatural, criou esta personagem para fazer exactamente o oposto.Afirmava até ser esta a sua personagem favorita.
Harlley Quinn apenas surge em contos. Eis a lista das suas aparições.
A aparição de Mr Quin
A sombra na vidraça
A estalagem do Bobo
O sinal no céu
A alma do croupier
Nos confins do mundo
A voz na escuridão
O rosto de Helena
O cadáver de Arlequim
A ave da asa quebrada
O homem vindo do mar
A vereda de Arlequim
Os amantes suspeitos
O serviço de chá de Arlequim

quarta-feira, 10 de março de 2010

Drury Lane

Drury Lane é um antigo actor de teatro que vive num castelo nas margens do Rio Hudson. É uma criação da dupla de primos conhecida como Ellery Queen, que para esta criação assinou como Barnaby Ross.
Foram produzidos 4 livros desta série:
A tragédia de X
A tragédia de Y
A tragedia de Z
A última tragédia.
Lane foi um actor especializado em peças de Shakespeare e os seus criados são todos eles antigos trabalhadores do teatro.
Lane, nos dois primeiros casos, já tem 60 anos, é alto e magro, tem os olhos verdes acinzentados e pescoço bronzeado e musculoso. Nos dois últimos, que decorrem 10 anos mais tarde, quando Lane já tem 70 anos surge como tendo ombros curvados, cabelos brancos, andar vacilante e aspecto doente.
Dois dos seus casos fogem ao habitual na literatura policial, em especial na época em que foram escritos, no início da década de 30 do século passado: A tragédia de Y e A última tragédia.
Para quem não conhece a série, fica o conselho de ler o 4 livros pela ordem de publicação.

terça-feira, 2 de março de 2010

Coronel March

O coronel March é uma personagem secundária do universo de John Dickson Carr, surgindo em 9 casos. March chefia um departamento da Scotland Yard que se dedica a resolver casos estranhos, que não foram resolvidos pela polícia ou que fogem à normalidade, o Department of Queer Complaints.
Esta personagem apenas surge em contos nos anos 30 e 40, tendo tido uma adaptação televisiva.

O acror boris Karloff numa série de 26 episodios criados pela BBC nos anos 50.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Charlie Chan

Charlie Chan é um polícia de Honolulu. De ascendencia chinesa, inicia a série de livros como sargento e termina como inspector.
Sempre pronto a dizer um provérbio chinês que justifique as suas acções ou as dos outros, passeia-se entre Honolulu e o continente americano, desvendando os crimes que lhe surgem no caminho.
Personagem nascida na imaginação do escritor Earl Derr Biggers, surgiu em seis livros, publicados entre 1925 e 1932, todos editados em Portugal.
A casa sem chaves
O papagaio chinês
Atrás da cortina
O camelo preto
O ladrão de diamantes
O enigmático criado chinês

No decorrer das suas aventuras fica-se a saber mais sobre Chalie Chan. Foi mordomo antes de ser polícia e tem uma numerosa família, onze filhos. Mostra também desprezo pelos japoneses, o que deverá ser enquadrado historicamente nos factos históricos da primeira metade do século XX.
É uma das personagens da literatura policial que mais adaptações cinematográficas teve.
O actor Sidney Toler no papel de Charlie Chan

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Henri Bencolin

Foi a primeira personagem criada por John Dickson Carr. Influenciado pela sua estadia França, Carr criou uma personagem francesa, que nos primeiros contos surge como polícia e mais tarde, nas novelas, como juiz.
Com o surgimento de outras personagens na escrita de Carr, Henri Bencolin desapareceria da escrita deste autor.
Ficam os seguintes livros:
It Walks by Night
The Lost Gallows

Castle Skull
The Waxworks Murder, também conhecido como The Corpse in the Waxworks
The Four False Weapons

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Gideon Fell

Gideon Fell é uma personagem de ficção saída da imaginação de John Dickson Carr, que, segundo os críticos, se terá inspirado na figura do escritor Gilbert Keith Chesterton.
Gideon Fell é o maior rival de Nero Wolfe no que concerne à massa adiposa. Por vezes tem que se colocar de lado para passar por portas um pouco mais estreitas. O seu peso obriga-o também a socorrer-se de duas bengalas para caminhar.
Grande fumador de cachimbo, surge em casos que parecem estar envolvidos em ambientes sobrenaturais que com o seu esclarecimento se mostram bem reais.
É apresentado como lexicógrafo e é um antigo professor, com dois livros publicados: Romances of the Seventeenth Century e The Drinking Customs of England from the Earliest Times.
Há traduções dos seus livros que o apresentam com o médico.

Capa de O enigma da virgem de ferro, Hag's Nook, o primeiro caso de Gideon Fell, publicado em 1933.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Arséne Lupin

Arséne Lupin nasceu da imaginação criativa de Maurice Leblanc, quando um editor pediu ao escritor um conto de aventuras em 1906. A partir dessa data foram vários os textos em que a personagem fez a aparição, tal foi o sucesso junto do público, em conto, romance e teatro.
O nome original era Arséne Lopin, mas um cidadão com o mesmo nome não gostou, reclamou, e o nome do “ladrão de casaca” foi alterado.
A personagem foi evoluindo com o tempo. Começou como um gatuno cavalheiresco, mas lentamente foi evoluindo para castigador dos próprios criminosos, embora continuasse à margem da lei e a sua actuação não fosse desejada pela polícia. Acaba por terminar a carreira do lado da lei e da ordem.
Arséne Lupin usou muitos pseudónimos nas suas histórias, alguns deles anagramas do seu nome: Luis Perenna e Paul Sernine.
Quando Leblanc quis publicar Arsene Lupin contra Sherlock Holmes, Conan Doyle não autorizou e Leblanc contornou a situação mudando o nome das personagens do autor inglês. O livro passou a chamar-se Arsene Lupin contra Herlock Sholmes, passando o Dr. Watson a Dr. Wilson.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Donald Lam e Bertha Cool

Donald Lam e Bertha Cool formam uma dupla de detectives particulares criados por Erle Stanley Gardner, que usou o pseudónimo A.A. Fair nesta série de livros.
Donald Lam é o elemento principal da dupla, surgindo como narrador de quase todos os casos. No primeiro episódio apresenta-se como candidato a um emprego na agência de que Bertha Cool é proprietária. Como esta apenas se identifica por Cool, ele comete o mesmo erro que muitos clientes cometerão: achar que vai falar com Mr. Cool.
É neste primeiro episódio que se fica a saber que Donal Lam já não tem família e, sendo advogado, está suspenso pela ordem. Defendeu que se poderia cometer um crime e ficar absolvido, aproveitando as falhas do sistema judicial americano. Neste primeiro episódio irá ter a oportunidade de testar consigo próprio essa teoria.
Mais tarde Donald Lam passará a sócio da agência.
Lam é franzino sendo por isso, às vezes, vítima de violência. O seu nome é quase sempre confundido com Lamb ( cordeiro).
Berta Cool é uma divorciada, que pesa mais de setenta quilos, e apenas pretende ganhar muito dinheiro, contando todos os cêntimos das despesas. Frequentemente acusa Lam de ser esbanjador e deixar-se cair no encanto das clientes.
Um dos casos, De noite todos os gatos são pardos, é resolvido apenas por Bertha Cool, dado Lam se encontrar a participar na II guerra mundial
Outras personagens habituais são Elsie a secretária de Donald Lam, apaixonada por ele, e o sargento Frank Sellers, que acha que Lam é capaz de infringir a lei para ajudar as clientes. Frank e Bertha têm uma relação de cumplicidade que também está ligada a uma ligação sentimental que sentem mas não assumem.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Pepe Carvalho

Quando em 1972 a personagem de Pepe Carvalho surgiu no livro Yo maté a Kennedy. Impresiones, observaciones y memorias de un guardaespaldas, da autoria de Manuel Vazquez Montalban, ninguém imaginaria que acabara de nascer uma das personagens mais interessantes da literatura policial do século XX.
Pepe Carvalho é um ex-agente da CIA, ex-membro do partido comunista espanhol, que trabalha como detective particular. É também um gastrónomo. Algumas das páginas dos seus casos relatam sabores e odores de cozinhados e muitas vezes a descrição da sua confecção.
Os casos de Pepe Carvalho não se reduzem à Espanha, levam-no através do planeta, sempre com uma visão muito crítica do mundo, das pessoas e das relações sociais. Visão essa, de falta de esperança, que acaba por se traduzir na destruição que Pepe Carvalho faz da sua biblioteca, usando os livros para acender o fogo.
Em Portugal estão ainda por publicar alguns dos livros da série. Os pássaros de Banguecoque, As termas, O prémio, Milénio I, Milénio II, Assassinato no comité central, O quinteto de Buenos Aires, Os mares do Sul e Tatuagem, foram os únicos de que encontrei referência da pubicação.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Peter Maynard

Peter Maynard, de alcunha “califa”, é um assassino. Mata por dinheiro, para cumprir o contrato que estabeleceu .
Sofre de uma úlcera no estômago que o obriga a quase só beber leite. Essa úlcera provoca-lhe dores e insónias, em especial nos momentos anteriores às tomadas de decisão. Quando está em acção os sintomas passam.
Dispara bem a arma, uma pistola Beretta, e mata sem qualquer remorso desde que seja pago para o fazer, sem recurso a mortes espectacularmente ensaiadas mas com eficácia. Encontra a vítima, aponta, dispara a matar, frente a frente para não poder falhar.
Quando não está em acção é um indivíduo que mostra os seus gostos por arte, literatura, música erudita e… por Olga
Um bom assassino profissional, Maynard, é como um bom actor, um bom político ou um bom vendedor de pentes. Importante é que se saiba o que se está a fazer, com eficiência. E, no teu caso, com sobriedade
Este pensamento, expresso por Maynard logo no primeiro livro, é a melhor descrição do carácter da personagem.
A personagem foi criada por Dennis McShade, pseudónimo do português Dinis Machado.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Perry Mason

Perry Mason é a mais famosa personagem criada por Erle Stanley Gardner.
Apesar das várias dezenas e aparições em novelas e contos é uma personagem curiosa do ponto de vista da sua descrição física. Esta é quase inexistente. Erle Stanley Gardner pouca informação dá sobre o advogado. Surgem por vezes referência ao rosto na perspectiva de dar confiança às pessoas ou não traduzir emoções, mas pouco mais.
É também uma personagem sem passado, família ou vida fora dos casos descritos.
Não se ocupa de casos banais de heranças ou conflitos comerciais. Logo no seu primeiro caso, “O caso das garras de veludo” ele diz para a sua cliente.
“Ainda ninguém veio procurar-me para organizar uma companhia, e nunca fiz um inventário. Não formulei mais de uma dúzia de contratos em toda a vida, e eu não saberia como proceder para executar um hipotecado”
Ainda no mesmo livro fica claro que Perry Mason é um profissional, que enquanto tal deverá ser pago. A investigação do detective diletante e rico tão frequente nas décadas anteriores, não se aplica a esta personagem.
Diz ele da cliente:
“ Para mim ela representa quinhentos dólares de adiantamento. E mais mil e quinhentos quando a coisa ficar resolvida”
“- Que me importa que ela facilite ou não o meu caminho? – perguntou ele. – Ela é uma pessoa que paga o meu tempo. Tempo é tudo o que estou empregando nisto”.
O pouco dinheiro dos clientes nunca será razão para que Mason recuse um caso, mas mesmo nessa situação, acaba por vir a ter o pagamento devido. Esses clientes no final têm sempre possibilidade de pagar.
Regra geral a solução dos casos decorre em pleno julgamento, quando Mason tem que defender o seu cliente acusado de assassínio. Não raras vezes o próprio advogado corre o risco de ser acusado de obstruir a justiça ou mesmo de mentir ao tribunal.
Trata-se de uma boa série, apesar do nível qualitativo das diferentes novelas ser bastante heterógeneo, em que para além do caso policial, se pode analisar o funcionamento da justiça norte-americana. Alguns dos livros são excelentes, mas surgem outros, felizmente poucos, de qualidade bastante fraca.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Nero Wolfe

Nero Wolfe é possivelmente o detective mais gordo da história da literatura policial. Vive na sua casa da 35ª Rua Oeste de onde não gosta de sair. Tem horror a automóveis, apenas aceitando ser conduzido, caso seja mesmo indispensável, por Archie Goodwin, o seu homem de acção que recolhe todas as pistas e contacta os suspeitos e testemunhas para que estes visitem Wolfe. Na casa vive ainda Fritz, o cozinheiro responsável por produzir todos os acepipes que Nero Wokfe gosta.
Além de resolver crimes, sempre muito bem pago para o efeito, Wolfe tem como passatempo cultivar orquídeas na estufa que possui no último andar. É aí que que, durante duas horas de manhã e duas horas à tarde, faz companhia ao jardineiro Theodore.
A resolução dos casos passa quase sempre por uma reunião em casa de Wolfe, para onde também é convidado Cramer, o representante da autoridade, e que acaba com a descoberta de quem cometeu o crime.
Os métodos de Wolfe não são de dedução a partir de pistas. Dificilmente o leitor, com os dados de que tem conhecimento, conseguiria chegar à mesma conclusão. Por vezes alguns dos dados que detective utiliza nem são do conhecimento do leitor.
A resolução é mais pela intuição, pela descoberta de quem mais lucra com o crime, pela procura do verdadeiro móbil, do que pela análise de indícios no local do crime ou pela destruição do álibi do criminoso.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Sherlock Holmes

Sherlock Holmes é “o detective” por excelência. Aquele que pega no menor indício e deduz a partir dessa pequena pista a solução. A ligação desta personagem à literatura policial é tão forte que com o decorrer do tempo a palavra Sherlock acabou por ser sinónimo de detective.
A personagem nasceu em 1887 na obra Um estudo em Vermelho, tendo surgido num total de 4 novelas e 56 contos. Estes números são válidos para os textos escritos por Conan Doyle, pois após a sua morte outros escritores deram continuação à série, embora a sua importância acabe por ser irrelevante na história da literatura policial.
Sherlock Holmes analisa todos os pormenores e a solução do caso vem quase sempre de um indício insignificante que normalmente nada significa para outros. Não raro, gosta de dramatizar as suas deduções e a apresentação final da solução, na perspectiva de impressionar o seu amigo Watson, o narrador das histórias, ou até a própria polícia.
Com um raciocínio rápido e brilhante entra em depressão quando está muito tempo sem deslindar um caso.
Com frequência usa os designados “ irregulares de Baker Street”, um conjunto de garotos pobres, para seguir pessoas ou dar recados.
Sherlock Holmes será um dos primeiros exemplos da influência do publico nos criadores. Conan Doyle resolveu matar o detective no conto O problema final, mas as reclamações dos leitores foram tantas que ele reapareceu.
O sucesso da personagem foi tão grande, que a casa fictícia onde ele viveu é hoje uma casa real, na rua indicada por Doyle nas sua histórias, Baker Street, no número 221 B.