Mostrar mensagens com a etiqueta Perry Mason. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Perry Mason. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

O caso do bispo gago

Publicado em 1936, é o nono caso que Erle Stanley Gardner escreveu para a série Perry Mason.
Tudo começa quando um bispo anglicano contacta Perry Mason. Mas o bispo é gago, o que não se coaduna com a necessidade que ele tem de ser um bom orador. Por que é que o bispo é gago? Ou será um falso bispo?
Neste livro o estilo de Gardner, com os vibrantes interrogatórios das testemunhas em tribunal, não se encontra ainda visível.
Embora já exista um confronto com o Promotor Público, com a ameaça de prisão do advogado, a parte importante do caso decorre fora da sala de audiência. É apenas o prenúncio dos embates entre Mason e Hamilton Burger.Também ainda não surgem algumas das personagens que virão a ter presença assídua : o tenente Tragg e o sargento Halcomb.
Não é um dos melhores livros de Erle Stanley Gardner, mas é suficientemente interessante para que se faça a sua leitura, não obstante o caso ter sido resolvido por pura adivinhação de Perry Mason e o enredo estar cheio de coincidências.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Perry Mason

Perry Mason é a mais famosa personagem criada por Erle Stanley Gardner.
Apesar das várias dezenas e aparições em novelas e contos é uma personagem curiosa do ponto de vista da sua descrição física. Esta é quase inexistente. Erle Stanley Gardner pouca informação dá sobre o advogado. Surgem por vezes referência ao rosto na perspectiva de dar confiança às pessoas ou não traduzir emoções, mas pouco mais.
É também uma personagem sem passado, família ou vida fora dos casos descritos.
Não se ocupa de casos banais de heranças ou conflitos comerciais. Logo no seu primeiro caso, “O caso das garras de veludo” ele diz para a sua cliente.
“Ainda ninguém veio procurar-me para organizar uma companhia, e nunca fiz um inventário. Não formulei mais de uma dúzia de contratos em toda a vida, e eu não saberia como proceder para executar um hipotecado”
Ainda no mesmo livro fica claro que Perry Mason é um profissional, que enquanto tal deverá ser pago. A investigação do detective diletante e rico tão frequente nas décadas anteriores, não se aplica a esta personagem.
Diz ele da cliente:
“ Para mim ela representa quinhentos dólares de adiantamento. E mais mil e quinhentos quando a coisa ficar resolvida”
“- Que me importa que ela facilite ou não o meu caminho? – perguntou ele. – Ela é uma pessoa que paga o meu tempo. Tempo é tudo o que estou empregando nisto”.
O pouco dinheiro dos clientes nunca será razão para que Mason recuse um caso, mas mesmo nessa situação, acaba por vir a ter o pagamento devido. Esses clientes no final têm sempre possibilidade de pagar.
Regra geral a solução dos casos decorre em pleno julgamento, quando Mason tem que defender o seu cliente acusado de assassínio. Não raras vezes o próprio advogado corre o risco de ser acusado de obstruir a justiça ou mesmo de mentir ao tribunal.
Trata-se de uma boa série, apesar do nível qualitativo das diferentes novelas ser bastante heterógeneo, em que para além do caso policial, se pode analisar o funcionamento da justiça norte-americana. Alguns dos livros são excelentes, mas surgem outros, felizmente poucos, de qualidade bastante fraca.

quinta-feira, 12 de março de 2009

O caso das garras de veludo

É o primeiro caso de Perry Mason, publicado em Março de 1933.
Neste primeiro livro Perry Mason ainda não tem as características que viriam a tornar a personagem famosa. Ainda não é o detective que resolve os casos em tribunal. Aqui foi mais um detective do que um advogado.
Deste primeiro caso estão arredadas as interessantes lutas com o promotor de justiça em pleno tribunal. Tudo se passa num processo de investigação, onde apesar de ocorrer a prisão da sua cliente, o que se tornaria frequente, Mason resolve tudo antes do julgamento.
Apesar de não se encontrarem os interessantes interrogatórios de Mason, esta história tem no entanto uma outra característica particular. A solução nasce de indícios e não de construções teóricas, como acontecerá muitas vezes, que depois Mason tenta provar forçando a deslizes nos interrogatórios das testemunhas.
Della Street e Paul Drake fazem a sua aparição logo neste primeiro episódio.
O caso das garras de veludo foi publicado em Portugal pela primeira vez em 1947 na Colecção Vampiro, naquela que penso ser a primeira edição deste autor no nosso país. Em 1984, na Vampiro Gigante- Obras de Erle Stanley Gardner, fez parceria no volume duplo com O caso do cão uivador. Finalmente em 2003 a editora Asa fez uma nova tradução da obra, numa edição que se repetiu dois anos depois.