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domingo, 2 de janeiro de 2011

Como Agatha Christie vê outros autores

Em The Clocks, Poirot e os 4 relógios, Agatha Christie coloca na boca de Poirot algumas observações sobre outros autores de literatura policial
O caso Leavenworth, de Anna Katherine Green publicado em Portugal como O caso da 5ª avenida.
“ Uma pessoa saboreia a sua atmosfera coeva, o seu melodrama estudado e deliberado, s deliciosas e exuberantes descrições da beleza dourada de Eleanor e da beleza prateada de Mary”

Sobre As aventuras de Arsene Lupin “ Quanta fantasia, quanta irrealidade e, contudo, quanto vigor, quanta vitalidade, quanta vida!”

O Mistério do quarto amarelo de Gaston Leroux
“ Este é um verdadeiro clássico!(…) Tão lógico! Lembro-me de algumas críticas o acusarem de desleal, mas não é desleal, meu caro Colin. Não, não! Quase, talvez, mas quase, apenas. Tem a sua diferença. Há verdade em todo ele, uma verdade porventura oculta pela cuidadosa e inteligente escolha das palavras… (…) Uma verdadeira obra-prima”

Sobre a generalidade dos autores americanos
“ Mas a quantidade de uísque e bourbon consumida em todas as páginas pelo detective de um policial americano, não me interessa nada. O facto de ele beber um litro ou meio litro não me parece afectar de modo nenhum a acção da história”

Sobre Conan Doyle e Sherlock Holmes
“ Estas histórias de Sherlock Holmes são muito artificiais, estão cheias de sofismas e são muito forçadas. Mas a arte de escrever….ah, isso é absolutamente diferente! O prazer da linguagem, a criação, sobretudo da magnífica personagem que é o Dr. Watson… Ah, isso foi, deveras , um triunfo”

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Arséne Lupin

Arséne Lupin nasceu da imaginação criativa de Maurice Leblanc, quando um editor pediu ao escritor um conto de aventuras em 1906. A partir dessa data foram vários os textos em que a personagem fez a aparição, tal foi o sucesso junto do público, em conto, romance e teatro.
O nome original era Arséne Lopin, mas um cidadão com o mesmo nome não gostou, reclamou, e o nome do “ladrão de casaca” foi alterado.
A personagem foi evoluindo com o tempo. Começou como um gatuno cavalheiresco, mas lentamente foi evoluindo para castigador dos próprios criminosos, embora continuasse à margem da lei e a sua actuação não fosse desejada pela polícia. Acaba por terminar a carreira do lado da lei e da ordem.
Arséne Lupin usou muitos pseudónimos nas suas histórias, alguns deles anagramas do seu nome: Luis Perenna e Paul Sernine.
Quando Leblanc quis publicar Arsene Lupin contra Sherlock Holmes, Conan Doyle não autorizou e Leblanc contornou a situação mudando o nome das personagens do autor inglês. O livro passou a chamar-se Arsene Lupin contra Herlock Sholmes, passando o Dr. Watson a Dr. Wilson.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Maurice Leblanc

Maurice Leblanc nasceu em Rouen, França, em 11 de Novembro de 1864. Possuidor de uma imaginação viva, desde cedo manifestou intenção de se dedicar à escrita.
Apesar dessa sua vontade, teve que trabalhar numa fábrica do seu pai, até que conseguiu finalmente ir para Paris, onde começou por trabalhar como jornalista.
Foi em 1905 que criou a personagem de Arséne Lupin, num pequeno conto para o magazine “Je sais tout”. O sucesso foi tão grande, que o editor lhe pediu mais contos.
Até 1935 muitos contos, romances e peças de teatro se seguiram.
Durante a ocupação alemã da França na I Guerra Mundial a obra de Leblanc esteve proibida, pois a obra “L’eclat d’obus” publicada durante a guerra 1914-18 desagradara aos alemães. Morreu em 6 de Novembro de 1941.