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terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

A cadeira elétrica

A dupla de escritores que se oculta sob o pseudónimo de Ellery Queen, usou o  de Barnaby Ross para criar uma outra personagem: Drury Lane, um ator reformado, que foi protagonista em quatro livros.
Num deles, A Tragédia Z, é relatada de forma objetiva a execução na cadeira elétrica de um condenado de nome Scalzi, mostrando de forma clara a crueldade do ato.
A descrição dura cerca de duas páginas, mas deixo aqui apenas um breve trecho, com tradução minha, da versão espanhola, dado que não possuo o livro em português.

A iluminação brilhante de repente caiu. O homem que estava na cadeira teve um violento sobressalto, como se quisesse quebrar as correias que o prendiam . Um fumo acinzentado girou com indolência em torno de seu capacete metalico. As mãos crisparam-se sobre os os braços da cadeira, ficaram progressivamente vermelhas, e logo de  seguida, voltaram a ficar brancas. Os nervos do pescoço esticaram-se como cordas, lívidos na sua asustadora nudez. .
Scalzi , agora, já não se movia.
A luz recuperou a sua intensidade.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Crime quase perfeito

No nome do autor aparece Ellery Queen, o pseudónimo assumido pela dupla de primos norte-americanos, mas o verdadeiro autor foi outro.
Manfred Lee deu a ideia para a série Tim Corrigan e foram vários os autores que escreveram os seus episódios.
O presente, foi escrito por Richard Deming e publicado em 1967.
Analisa ocaso de uma dupla de criminosos que Tim Corrigam prendeu pelo assassínio de uma rapariga, que o tribunal mandou libertar e que ele tem que proteger do pai da rapariga, um poderoso mafioso.
A dupla vivia obcecada com a possibilidade de cometer o crime perfeito, como parecia ter sucedido com a sua libertação.
A história é completamente previsível quanto ao seu desfecho, apenas tendo como curiosidade alguns dos apetrechos usados no planeamento do crime.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Dez dias de mistério

Dez dias de mistério é uma obra interessante de Ellery Queen. Queen regressa a Wrightsville, onde já resolvera dois casos, para ajudar uma seu conhecido que sofre ataques de amnésia que fazem com que desapareça durante longos períodos sem saber o que lhe acontece.
O caso centra-se em redor de quatro personagens, com características perfeitamente distintas.
Ao contrário da maior parte dos livros policiais em que cedo há um crime, o assassínio apenas irá ocorrer numa fase terminal da obra, não sendo por isso que esta tem menos interesse.
Fugindo um pouco ao estilo habitual das obras de Queen, este modelo de suspense emistério acabaria por ter grande sucesso com escritores como por exemplo Mary Higgins Clarck.
Este livro é sem dúvida uma das melhores construções desta dupla de autores. Muito embora se considerar que a história possa ser inverosímil, a verdade é que o brilhantismo do criminoso e da dedução (ou deduções!!) ultrapassa qualquer crítica que possa ser feita.
Apesar de Ellery Queen( personagem) prometer que aquele seria o seu último caso, devido às sequelas psicológicas que lhe deixou, muitas obras se seguiram a esta publicada em 1948.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Cara a cara

Face to face, Cara a cara em português, é um dos derradeiros livros escritos pela dupla Ellery Queen e protagonizado pela personagem homónima.
Começando de uma forma pouco realista, marcada por coincidências, a história vai ganhando consistência, fazendo surgir em cena algumas personagens curiosas.
O crime surge logo nas primeiras páginas. O número de suspeitos é enorme: um homem e várias mulheres que mantêm ou mantiveram um relacionamento amoroso com ele.
Comparando este livro com os primeiros da série, vemos um Ellery menos investigador, expondo pouco as suas ideias a não ser no final quando desvenda quem é o criminoso, e resolvendo o caso mais por uma acto de inspiração momentânea, por mero acaso, do que por uma dedução lógica e fundamentada.

domingo, 20 de setembro de 2009

O mistério do chapéu romano

É o primeiro livro da série Ellery Queen escrito pela dupla que sob pseudónimo também assinava como Ellery Queen.
Tirando o facto de ser a primeira obra onde surge a personagem, arrastando desta forma uma pesada carga histórica, o livro nada tem de interessante.
A história é fraca, as personagens não têm vida própria, estão ali apenas a cumprir o papel necessário à descrição do crime, o enredo é pouco verosímil, a forma como foi cometido o crime ainda o é menos e existem demasiadas coincidências que apenas têm como objectivo esconder o assassino.
Trata-se de um crime cometido na plateia de um teatro durante um espectáculo. Apesar da sala estar cheia ninguém viu o assassino.
Desde o início que os Queen acham que a resolução do mistério está no facto de o chapéu da vítima ter desaparecido, e é a busca da explicação para esse desaparecimento que os leva ao criminoso.
Neste livro a principal personagem acaba por ser Richard Queen, o pai de Ellery. Embora no final atribua a descoberta da verdade ao filho, a verdade é que toda a investigação é dirigida por ele e a explicação do sucedido também é ele quem a faz.
Na introdução ao livro o narrador refere que à época Ellery já vive em Itália, casado e com um filho, o que obviamente irá entrar em contradição com os futuros casos que resolve, numa época posterior e ainda a viver nos Estados Unidos.
São visíveis neste livro alguns estereótipos racistas, de superioridade dos brancos, em que o caso da atitude dos Queen perante Djuna é o mais evidente, mas não só, como se poderá verificar no final da história.
A dupla Ellery Queen viria a escrever livros de muito maior qualidade.